A Casa Branca reiterou publicamente seu apoio ao secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, em meio a um crescente escândalo envolvendo seus laços com o criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein. A declaração ocorreu nesta terça-feira, 10 de fevereiro de 2026, enquanto Lutnick prestava depoimento perante uma comissão do Senado americano, tentando se distanciar das acusações.
Defesa da Casa Branca e pressão política
Karoline Leavitt, porta-voz da Casa Branca, afirmou em coletiva de imprensa que Lutnick continua sendo um membro muito importante da equipe do presidente Donald Trump. No entanto, essa defesa acontece em um contexto de intensa pressão política, com democratas e republicanos exigindo a renúncia do secretário.
Depoimento conturbado no Senado
Durante a audiência, Lutnick alegou que quase não teve nada a ver com Epstein, limitando o contato a cerca de 10 e-mails e três encontros ao longo de 14 anos. Ele justificou um almoço em 2012 na ilha caribenha de Epstein, afirmando que estava em um barco nas proximidades e que sua família estava presente, minimizando a importância do evento.
Revelações de documentos contraditórios
Em janeiro, o Departamento de Justiça divulgou milhões de novos arquivos relacionados a Epstein, incluindo e-mails que contradizem as declarações de Lutnick. Os documentos mostram que ele visitou a ilha particular de Epstein anos depois de afirmar ter cortado relações e que seu assistente encaminhou um convite para um evento de arrecadação de fundos para Hillary Clinton em 2015.
Contradições e pedidos de renúncia
Lutnick havia jurado nunca estar no mesmo cômodo que Epstein após um incidente em 2005, mas as evidências sugerem o contrário. O senador democrata Adam Schiff citou essas inconsistências em seu pedido de renúncia, enquanto o deputado republicano Tom Massie argumentou que Lutnick deveria facilitar a vida do presidente e renunciar.
Contexto mais amplo do escândalo
Lutnick é um dos vários homens poderosos, incluindo o próprio Trump, sob escrutínio por suas conexões com Epstein, refletindo os círculos de elite frequentados pelo criminoso. A audiência ocorreu um dia depois de Ghislaine Maxwell, associada de Epstein, se recusar a depor perante uma comissão da Câmara dos Representantes, gerando críticas bipartidárias.
Em sua defesa, Lutnick afirmou aos senadores: Eu sei, e minha esposa sabe, que não fiz absolutamente nada de errado em nenhum aspecto possível. Ele também negou conhecimento sobre qualquer interesse de Epstein em conhecer sua babá, mas as revelações continuam a alimentar dúvidas sobre sua integridade e futuro no governo Trump.



