Caso Epstein: Documentos revelam acusações de dançarina contra príncipe Andrew e francês Jean-Luc Brunel
Caso Epstein: Acusações contra príncipe Andrew e Jean-Luc Brunel

Caso Epstein: Revelações chocantes envolvem príncipe Andrew e figura francesa ligada ao Brasil

Novos documentos do caso Jeffrey Epstein, divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, trazem à tona acusações graves contra o príncipe Andrew, irmão do rei Charles III, e o criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein. Uma carta preparada por advogados de uma dançarina exótica não identificada descreve um suposto encontro em 2006 na casa de Epstein na Flórida, onde os dois homens teriam solicitado atos sexuais após uma apresentação de dança.

Detalhes da acusação e contexto do caso

Segundo a carta datada de março de 2011, a mulher e outras dançarinas do Clube de Striptease de Raquel, em West Palm Beach, foram levadas de carro para a residência de Epstein. Lá, receberam uma oferta de US$ 10 mil (aproximadamente R$ 52,6 mil) para se apresentarem. A dançarina relatou ter observado outras jovens com roupas provocantes na festa, algumas aparentando ter apenas 14 anos de idade.

Após sua apresentação, onde dançou e removeu roupas até ficar com sutiã e calcinha, Epstein e Mountbatten-Windsor pediram um ménage à trois. A mulher afirmou ter sido tratada como uma prostituta, não recebendo o valor prometido integralmente – apenas US$ 2 mil (cerca de R$ 10,5 mil) dos US$ 10 mil acordados. Os advogados mencionaram que ela manteria o caso em sigilo em troca de um pagamento de US$ 250 mil (cerca de R$ 1,3 milhão).

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Ligações com Jean-Luc Brunel e o Brasil

O caso ganha contornos internacionais com a menção a Jean-Luc Brunel, um francês investigado por seu envolvimento na rede de Epstein e com conexões ao Brasil. Brunel, já falecido, era conhecido no mundo da moda e enfrentou acusações de tráfico sexual, embora não seja detalhado nos documentos recentes. Sua figura ressalta como a rede de Epstein se estendia globalmente, incluindo vínculos com celebridades e empresários.

Além disso, e-mails divulgados mostram que Epstein organizou um jantar em Londres em agosto de 2010 entre Mountbatten-Windsor e uma mulher russa de 26 anos. A correspondência, que ocorreu dois anos após a condenação de Epstein por prostituição de menor, descreve a mulher como inteligente, bonita e de confiança. Ela agradeceu a Epstein posteriormente, chamando o evento de noite incrível e sua viagem de aventura especial.

Repercussões e negações

Mountbatten-Windsor sempre negou qualquer ilegalidade, e a BBC News tentou contatá-lo para comentários sobre as novas alegações. Ele enfrenta pressões crescentes para esclarecer seu relacionamento com Epstein, especialmente após um acordo financeiro em 2022 com Virginia Giuffre, que o acusou de abuso sexual quando adolescente. Os arquivos também incluem fotografias que aparentam mostrar o ex-príncipe ajoelhado sobre uma mulher vestida.

Os documentos reforçam as acusações de que Epstein usava sua influência para organizar encontros questionáveis com associados, incluindo figuras como o empresário italiano Eduardo Teodorani. A BBC entrou em contato com Teodorani, mas não houve resposta imediata. Essas revelações destacam a extensão da rede de Epstein e como ela envolvia personalidades de alto escalão em múltiplos países.

Em resumo, os arquivos de Epstein continuam a expor detalhes perturbadores de supostos abusos e conluios, com o caso agora conectando o Brasil através de figuras como Jean-Luc Brunel. As investigações e divulgações devem persistir, alimentando debates sobre justiça e responsabilidade em crimes sexuais internacionais.

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