Polícia britânica retoma buscas no Royal Lodge em investigação sobre ex-príncipe Andrew e caso Epstein
Buscas no Royal Lodge: polícia investiga ex-príncipe Andrew e caso Epstein

Polícia britânica intensifica investigações sobre ex-príncipe Andrew e caso Epstein

A Polícia Metropolitana do Reino Unido anunciou nesta sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026, que está investigando ativamente se aeroportos de Londres foram utilizados para facilitar o tráfico de pessoas e exploração sexual no âmbito do caso envolvendo o financista Jeffrey Epstein. As autoridades estão avaliando milhões de documentos judiciais recentemente divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

Buscas no Royal Lodge e outros endereços reais

Em paralelo às investigações sobre os aeroportos, a polícia britânica entrou no segundo dia de buscas no Royal Lodge, a mansão real onde o ex-príncipe Andrew residiu até outubro do ano passado. Segundo informações da emissora britânica BBC, as operações no local podem se estender até segunda-feira, 23 de fevereiro.

As buscas fazem parte de uma investigação mais ampla sobre as ligações do ex-príncipe Andrew com Jeffrey Epstein. A polícia também realizou operações em outros endereços ligados a Andrew: um em Berkshire, a oeste de Londres, e outro em Norfolk, no leste da Inglaterra.

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Prisão e interrogatório do ex-príncipe Andrew

O ex-príncipe Andrew, irmão do rei Charles III, foi preso na manhã de quinta-feira, 19 de fevereiro, e permaneceu aproximadamente 11 horas na delegacia para depor. A prisão ocorreu com base em "motivos razoáveis para suspeitar que um crime ocorreu", conforme declarou a polícia do Vale do Tâmisa.

Andrew está sendo investigado por suspeita de má conduta no exercício de cargo público, especificamente por possivelmente ter compartilhado relatórios confidenciais com Jeffrey Epstein quando atuava como representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional.

Documentos do caso Epstein e acusações

Os arquivos do caso Epstein, divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos desde dezembro, citam Andrew diversas vezes. Entre os materiais, há fotografias que mostram o ex-príncipe ajoelhado ao lado de uma mulher com o rosto censurado.

Andrew também enfrenta acusações de agressão sexual por Virginia Giuffre, testemunha central do caso Epstein, que alegou ter sido vítima quando ainda era menor de idade. Giuffre faleceu na Austrália em abril de 2025, aos 41 anos. O ex-príncipe nega todas as acusações, tanto as relacionadas ao envio de informações confidenciais quanto as de agressão sexual.

Reação da família real britânica

Em comunicado oficial, o rei Charles III afirmou ter recebido a notícia da prisão do irmão "com preocupação", mas declarou que a polícia tem o apoio da família real e que "a lei precisa seguir seu curso". Segundo a BBC, o monarca não foi avisado previamente sobre a prisão.

O príncipe William e a princesa Kate também manifestaram apoio à posição do rei, de acordo com o serviço de imprensa real. Em outubro do ano passado, Andrew foi destituído de todos os títulos reais por decisão de Charles III, após novas revelações sobre sua amizade com Epstein.

Possíveis desenvolvimentos futuros

A polícia britânica indicou que ainda pode buscar obter mandados de busca para unidades de armazenamento ligadas a Andrew ou até mesmo para o Palácio de Buckingham, residência oficial do rei Charles III e da rainha Camilla, caso considerem necessário.

Especialistas jurídicos ouvidos pela BBC afirmam que, se necessário, Charles III "com certeza" renunciaria a quaisquer privilégios reais que pudessem restringir o acesso das autoridades. Caso seja considerado culpado de má conduta no exercício de cargo público, Andrew pode enfrentar condenação à prisão perpétua.

A investigação continua em andamento, com a polícia identificando e entrando em contato com ex-agentes e agentes que possam ter trabalhado na proteção de Andrew para coletar informações adicionais.

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