A jovem brasileira Jhordana Dias, de 26 anos, deu um importante passo em sua busca por justiça nesta quinta-feira, 15 de janeiro de 2026. Ela foi ouvida pela juíza de instrução responsável pelo caso da tentativa de estupro brutal que sofreu dentro de um trem em Paris, na França. Natural de Goiânia, Jhordana espera que o processo judicial avance rapidamente para a punição do agressor, que já se encontra preso.
O ataque violento no transporte público
O crime ocorreu no dia 16 de outubro do ano passado. Jhordana estava viajando em um trem que fazia o percurso entre as estações de Choisy-le-Roi e Villeneuve-le-Roi, nos arredores da capital francesa. Foi nesse trajeto que um homem a abordou de forma agressiva e iniciou uma série de violências.
A brasileira foi mordida no lábio, sofreu diversos ferimentos no rosto e foi alvo de agressões de natureza sexual. Em um momento de extrema violência, o agressor também tentou silenciá-la através de estrangulamento. A situação só não teve um desfecho ainda mais trágico devido à intervenção de outra passageira.
A coragem de uma testemunha e a prisão do suspeito
Os gritos de Jhordana foram ouvidos por Marguerite, uma mulher que estava no vagão ao lado. Foi ela quem correu para ajudar a vítima e, com grande presença de espírito, usou seu celular para gravar um vídeo do agressor enquanto ele fugia do local. As imagens foram decisivas para a identificação do homem.
A polícia francesa montou um esquema de segurança na região e conseguiu capturá-lo. Ele está em prisão preventiva desde 24 de outubro. Após a divulgação pública do caso e das imagens, outras duas mulheres se apresentaram às autoridades afirmando terem sido agredidas pelo mesmo indivíduo, o que ampliou a investigação para buscar possíveis novas vítimas.
O depoimento e a esperança por justiça
Após prestar seu depoimento à magistrada, Jhordana falou com a agência de notícias francesa RFI. “Hoje eu passei por uma fase muito importante em que a juíza me ouviu e confrontou os fatos”, declarou. “Eu espero que a justiça seja feita em breve. Eu preciso e pretendo ficar na França porque meu processo está correndo”.
O advogado da vítima, André Fernandes, explicou que o depoimento serviu para corroborar tudo o que a jovem já havia relatado anteriormente. “A juíza, com o poder de dirigir o caso, decidirá o que fazer com esses elementos”, afirmou. A acusação formal é de tentativa de estupro, e a defesa de Jhordana espera que essa classificação seja mantida até o final.
“É o que se deseja, enquanto parte civil: que a pessoa seja devidamente punida e que a justiça seja feita. Afinal de contas, ela sofreu uma agressão muito violenta no transporte público”, completou Fernandes. O caso reacendeu o debate sobre a segurança, especialmente para mulheres, nos sistemas de transporte da França, com relatos frequentes de incivilidades e agressões.