O investidor Nelson Tanure se manifestou publicamente para rebater com veemência as informações que o vinculam ao extinto Banco Master. A reação ocorre após ele ter sido alvo de uma medida judicial autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na última quarta-feira, 14 de janeiro de 2026.
Negativa categórica e defesa da legalidade
Em uma nota de esclarecimento divulgada, Tanure foi enfático ao desmentir qualquer participação societária ou de gestão na instituição financeira, que é alvo de uma operação da Polícia Federal. "Não fui nem sou controlador do extinto Banco Master, tampouco seu sócio, ainda que minoritário, direta ou indiretamente", afirmou o empresário.
Ele detalhou que sua relação com o banco foi estritamente comercial, envolvendo aplicações financeiras, operações de crédito, gestão de fundos e aquisições de participações. Tanure ressaltou que todas as movimentações seguiram a legislação e a regulação do setor, e que ele nunca teve ingerência ou conhecimento das operações internas da instituição.
Contexto da operação policial e apreensão
A manifestação do investidor foi motivada por uma ação da Polícia Federal, que cumpriu 42 mandados judiciais em cinco estados do país. A operação investiga fraudes ligadas ao Banco Master e tem como alvo pessoas próximas a Daniel Vorcaro, apontado como dono do banco.
Nelson Tanure foi abordado por agentes da PF no aeroporto do Rio de Janeiro, antes de embarcar para Curitiba. Na ocasião, os policiais apreenderam seu telefone celular. O investidor, conhecido por atuar na recuperação de empresas, afirma ter atendido ao mandado com respeito e prontidão, mas criticou a "espetacularização" do caso e a divulgação de inverdades.
Origem dos recursos e prejuízos admitidos
Em outro ponto crucial da defesa, Tanure atribui a origem de todos os recursos aplicados à sua trajetória empresarial de mais de cinco décadas. Ele também rebateu suspeitas de ganhos indevidos ao revelar que, na verdade, sofreu prejuízos financeiros com suas operações no Banco Master.
"Os valores eventualmente remanescentes correspondem a perdas suportáveis, próprias de operações de tomadores de risco", declarou. O empresário ainda informou que já reduzia sua exposição ao banco há bastante tempo.
Tanure encerrou a nota afirmando ter plena confiança na Justiça e que permanece à disposição das autoridades para cooperar. Ele espera que as investigações comprovem a legalidade de sua conduta, que sempre focou, segundo ele, em gerar empregos e valor para a economia brasileira.