Polícia Federal investiga holding Fictor por suspeita de crime financeiro
A Polícia Federal está conduzindo uma investigação de grande porte contra a holding financeira Fictor, por meio da Delecor (Delegacia de Repressão a Corrupção e Crimes Financeiros) de São Paulo. As apurações têm como foco principal a suspeita de crime financeiro, com os agentes buscando verificar uma possível conexão com os crimes da Compliance Zero.
Revelações e confirmações da operação
As informações sobre o caso foram inicialmente reveladas pela renomada colunista Míriam Leitão, do jornal O Globo, e posteriormente confirmadas pela Folha de S.Paulo. A operação, que foi deflagrada pela primeira vez em 18 de novembro de 2025, investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras. Esse esquema teria utilizado estruturas complexas do mercado de capitais para desviar recursos e mascarar prejuízos de forma sistemática.
Início das investigações e foco central
As investigações tiveram início ainda em 2024, após uma requisição formal do MPF (Ministério Público Federal). No centro das apurações está o Banco Master, de propriedade de Daniel Vorcaro, além de gestores e empresários ligados a operações com carteiras de crédito e fundos de investimento. A holding Fictor, que havia anunciado a compra do Banco Master alguns meses atrás, agora se encontra sob intenso escrutínio policial.
Pedido de recuperação judicial da Fictor
Neste domingo, 1º de fevereiro de 2026, a Fictor protocolou um pedido de recuperação judicial na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo). A empresa declarou uma dívida impressionante de R$ 4,2 bilhões. No documento, a holding solicitou a suspensão de execuções e bloqueios por um período inicial de 180 dias.
A Fictor argumenta que essa medida é essencial para reduzir o risco de corridas individuais que poderiam pressionar ainda mais a liquidez da empresa e prejudicar uma solução coletiva e equânime para todos os credores envolvidos.
Perfil do conglomerado Fictor
A Fictor faz parte de um conglomerado diversificado que possui negócios em vários setores estratégicos da economia, incluindo:
- Alimentos
- Gestão de recursos
- Pagamentos
- Energia
- Imóveis
Fundado em 2007, o grupo afirma ter cerca de 30 empreendimentos que, juntos, somam mais de US$ 1 bilhão, o equivalente a aproximadamente R$ 5,2 bilhões na cotação atual. Essa vasta rede de negócios agora enfrenta um dos maiores desafios de sua história, com investigações criminais e uma situação financeira crítica.



