Operação Agro-Fantasma investiga golpes milionários em compra de grãos em Mato Grosso
Operação Agro-Fantasma mira golpes milionários em MT

Operação Agro-Fantasma investiga suspeitas de golpes milionários em compra de grãos em Mato Grosso

Uma empresa do setor agropecuário foi alvo da Operação Agro-Fantasma, cumprida pela Polícia Civil de Mato Grosso, por suspeita de aplicar golpes na compra de grãos e causar prejuízos milionários a produtores rurais. A ação foi realizada nesta quarta-feira (4) em Cuiabá, Alto Taquari (a 509 km da capital) e em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

Defesa da empresa nega acusações e critica investigação

Em entrevista à TV Centro América, o advogado de defesa da empresa Imaculada Agronegócio, Miguel Zaim, afirmou que as acusações não procedem e que a investigação atinge pessoas sem ligação formal com o negócio. Ele declarou que a companhia tem apenas dois sócios e que um familiar citado na operação não integra o quadro societário nem participou de negociações.

"Na realidade há uma falácia de mídias pagas por esses sites, a gente já identificou. A empresa, absolutamente, não deve para ninguém. Se você ver o boletim de ocorrência, onde a suposta vítima alega ser vítima de estelionato, ali é uma narrativa de um ato negocial", explicou o advogado.

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Mandados judiciais e bloqueio de bens de alto valor

A operação cumpriu cinco mandados de busca e apreensão, com determinação judicial para bloqueio de contas bancárias e indisponibilidade de bens móveis e imóveis dos investigados. Entre os bens bloqueados está:

  • Uma aeronave avaliada em mais de R$ 5,8 milhões
  • Veículos de luxo
  • Uma casa em condomínio de alto padrão

Em um dos casos investigados, o prejuízo ultrapassa R$ 58 milhões, conforme informações da polícia. Além das fraudes na compra de grãos, o grupo também é suspeito de cometer irregularidades fiscais e obter créditos de forma indevida. Durante a ação, a polícia apreendeu cerca de 6,3 mil dólares em espécie.

Modus operandi do esquema criminoso

Segundo as investigações policiais, os suspeitos se apresentavam como empresários sólidos no mercado e ofereciam supostas parcerias a produtores rurais. A proposta era utilizar as propriedades das vítimas para intermediar a compra de grãos a prazo, com a promessa de que os valores seriam pagos posteriormente pela empresa.

De acordo com a polícia, nos primeiros meses os pagamentos eram feitos corretamente, o que gerava confiança entre os produtores. Posteriormente, o grupo deixava de quitar as dívidas, ficando com os grãos sem efetuar o pagamento aos intermediários.

Contexto da operação e continuidade das investigações

A Operação Agro-Fantasma faz parte do planejamento estratégico da instituição para 2026, dentro da Operação Pharus, ligada ao programa estadual de combate à criminalidade. As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça do Juízo das Garantias – Polo de Cáceres, a 220 km de Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela Delegacia de Comodoro, a 677 km da capital mato-grossense.

O grupo é investigado pelos crimes de estelionato e associação criminosa. As investigações continuam em andamento para apurar todas as circunstâncias dos supostos golpes aplicados contra produtores rurais da região.

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