Mãe recebe fatura de R$ 650 após filho comprar açaí de R$ 24 em Vila Velha
Fatura de R$ 650 por açaí de R$ 24 assusta mãe em Vila Velha

Mãe leva susto com fatura de R$ 650 por açaí de R$ 24 comprado por filho em Vila Velha

A representante comercial Sanny Miranda, de 34 anos, residente em Vila Velha, no Espírito Santo, teve uma surpresa desagradável ao abrir a fatura do cartão de crédito nesta quarta-feira (11). Ela descobriu que uma compra feita por seu filho de 11 anos, para adquirir dois copos de açaí na orla da Praia de Itapuã, resultou em uma cobrança de R$ 650, valor mais de 27 vezes superior ao esperado de R$ 24.

Detalhes do ocorrido e suspeita de má-fé

Segundo Sanny, o incidente aconteceu no dia 8 de janeiro, durante um evento na praia que atraiu grande público e vendedores ambulantes. Ela autorizou o filho a usar o cartão para comprar os açaís, com o valor estimado em R$ 12 cada copo. No entanto, a criança não solicitou o comprovante impresso, e a mãe também não pediu a via, um erro que ela lamenta posteriormente.

A cobrança foi dividida em duas parcelas de R$ 325, com a primeira aparecendo na fatura recente. Sanny suspeita que o vendedor agiu de má-fé ao perceber que as crianças não confeririam o valor. "Não foi um número parecido, com um zero a mais, nada disso. Até dividiu o valor para diluir e facilitar, para eu também não perceber tão rápido", explicou ela, destacando a astúcia do suspeito.

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Tentativas de resolução e ações tomadas

Após descobrir o problema, a mãe tomou várias medidas para tentar reverter a situação:

  • Registrou um Boletim de Ocorrência na Polícia Civil, que confirmou a investigação para identificar e responsabilizar os suspeitos.
  • Contactou o banco, mas foi informada de que a cobrança não poderia ser cancelada por ter sido realizada presencialmente.
  • Foi à Prefeitura de Vila Velha em busca de informações sobre o cadastro de trabalhadores no dia do evento, sem sucesso até o momento.
  • Analisou imagens de câmeras de segurança do prédio, que registraram o momento em que o menino saiu para a compra.

Sanny expressou uma mistura de frustração e esperança: "Até fiquei no lucro, se é que dá para falar assim, porque o vendedor poderia ter passado um valor ainda maior. Quem sabe eu não consigo esse dinheiro de volta, vamos ver, esperança a gente tem né?!"

Orientações para evitar situações semelhantes

A Polícia Civil reforçou a importância de medidas preventivas em casos como este. As orientações incluem:

  1. Procurar imediatamente a operadora do cartão para contestar cobranças indevidas.
  2. Reunir documentos que comprovem o valor informado no momento da compra, como comprovantes, prints de mensagens ou imagens do local.
  3. Registrar um Boletim de Ocorrência para formalizar a apuração do fato.

Além disso, a polícia incentivou denúncias anônimas através do Disque-Denúncia 181 para contribuir com a investigação. Este caso serve como alerta para os riscos de fraudes em transações cotidianas, especialmente quando envolvem crianças e cartões de crédito.

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