Empresários tentam jogar iPhones pela janela durante fiscalização da PF em Uberlândia
Empresários jogam iPhones pela janela em fiscalização da PF

Uma ação conjunta da Polícia Federal e da Receita Federal resultou em uma cena inusitada em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Durante uma fiscalização realizada nesta terça-feira (3), empresários do ramo de eletrônicos tentaram se desfazer de iPhones e outros acessórios lançando os aparelhos pela janela de uma loja no bairro Santa Mônica.

Operação Argos descobre irregularidades em estabelecimentos

A operação, batizada de Argos em referência ao gigante de 100 olhos da mitologia grega, símbolo de vigilância constante, fiscalizou três estabelecimentos suspeitos de comercializar produtos eletrônicos de forma irregular. Segundo a PF, a manobra de jogar os itens pela janela ocorreu no momento exato em que os agentes chegaram a um dos locais para a inspeção.

Investigações apontam múltiplas irregularidades

As investigações preliminares identificaram indícios de diversas práticas ilegais, incluindo venda de mercadorias sem nota fiscal, importação irregular de produtos, prática de descaminho e movimentações financeiras incompatíveis com a atividade declarada pelas empresas. Durante a operação, foram apreendidos celulares, acessórios e outros dispositivos eletrônicos suspeitos de terem sido importados ilegalmente.

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Um dos comerciantes envolvidos já possui histórico criminal, tendo sido preso em 2021 pelo crime de contrabando. A empresa ligada a ele também apresenta indícios de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal, conforme apurado pelos investigadores.

Impactos econômicos e riscos ao consumidor

De acordo com a Polícia Federal, essas irregularidades causam prejuízos significativos à economia formal. Entre os problemas destacados estão a evasão fiscal, a concorrência desleal e os riscos ao consumidor, além da possível ligação com outras práticas criminosas. A PF e a Receita Federal reforçaram que as ações de combate ao descaminho, à lavagem de dinheiro e à sonegação fiscal seguem de forma permanente na região.

Após a conclusão dos procedimentos administrativos, os produtos apreendidos poderão ser declarados perdidos e destinados a leilão, conforme determina a legislação vigente.

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