Empresários da Bahia investigados por sonegar mais de R$ 10 milhões em ICMS
Empresários investigados por sonegar R$ 10 milhões em ICMS na BA

Operação desarticula esquema de sonegação de ICMS no varejo de alimentos na Bahia

Empresários do setor de comércio varejista de alimentos na Bahia estão sob investigação por sonegar mais de R$ 10 milhões em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Na manhã desta quinta-feira (5), o Ministério Público do estado (MP-BA) executou um mandado de prisão e dez mandados de busca e apreensão nas cidades de Salvador e Alagoinhas, localizada a aproximadamente 120 quilômetros da capital baiana.

Detalhes da operação e tentativa de fuga

De acordo com informações do MP-BA, em Alagoinhas, um dos investigados, cujo nome não foi divulgado, tentou fugir durante a ação policial. No entanto, ele foi rapidamente alcançado e preso pelas autoridades. As investigações, conduzidas pela Inspetoria Fazendária de Investigação e Pesquisa (Infip), pelo Ministério Público e pela Polícia Civil da Bahia, revelaram um esquema complexo e organizado para fraudar a fiscalização tributária.

Mecanismos da fraude tributária

O grupo criminoso estruturou um sistema de constituições e encerramentos simulados de pessoas jurídicas, todas operando na mesma atividade econômica. O objetivo principal era frustrar a cobrança de créditos tributários de ICMS e blindar o patrimônio dos envolvidos. Entre as manobras identificadas estão:

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  • Omissão de lançamentos na escrituração fiscal de forma continuada.
  • Utilização de sucessão fraudulenta de empresas interligadas, por meio de indivíduos sem capacidade econômico-financeira.
  • Criação de uma holding patrimonial após o ajuizamento de execuções fiscais para dissimular a estrutura empresarial ilícita.

Essas práticas permitiam que os reais proprietários permanecessem ocultos, enquanto empresas eram "abandonadas" com dívidas fiscais vultosas, mantendo a operacionalidade do negócio de maneira ilegal.

Impactos sociais e legais da sonegação

A Força-Tarefa envolvida na operação destacou que essas ações criminosas causam graves danos à coletividade. O imposto, efetivamente pago pelos consumidores nas transações comerciais, não era repassado aos cofres públicos, resultando em perda significativa de receitas. Esses recursos são essenciais para financiar políticas públicas e serviços básicos destinados à população, como saúde, educação e infraestrutura.

Segundo as autoridades, a operação representa uma intensificação no combate a fraudes tributárias, especialmente a prática de declarar débitos de ICMS e não realizar o repasse ao erário público de forma contumaz. Isso configura crime contra a ordem tributária, sujeito a penalidades severas conforme a legislação brasileira.

Contexto e próximos passos

As investigações continuam em andamento, com foco em desvendar toda a extensão do esquema e identificar possíveis outros envolvidos. O MP-BA reforça seu compromisso com a transparência e a justiça fiscal, alertando que práticas semelhantes serão rigorosamente apuradas e punidas para proteger os interesses da sociedade baiana.

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