Empresário é detido após operação policial conjunta que rastreou sua fuga por três estados
O dono de uma garagem de veículos em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, foi preso na segunda-feira (23) em Goiânia, capital de Goiás, suspeito de aplicar golpes que atingiram mais de 100 clientes e causaram um prejuízo total estimado em R$ 3 milhões. Rodrigo Junior Veronezi estava foragido quando foi localizado e detido pela polícia, a mais de 500 quilômetros de distância de sua base de operações criminosas.
Operação conjunta rastreou rota de fuga do criminoso
Segundo informações da Polícia Civil, o mandado de prisão preventiva contra Veronezi foi cumprido após uma investigação minuciosa que identificou a rota de fuga do empresário. Ele havia deixado o estado de São Paulo, passado pelo Mato Grosso e finalmente chegado a Goiás, onde foi capturado em uma ação coordenada entre a Delegacia Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Rio Preto e as Polícias Militares de Goiás e do Mato Grosso.
O delegado Jonathan Marcondes, que comanda as investigações, confirmou que mais de 100 pessoas foram enganadas pelo suspeito e procuraram a delegacia para registrar boletins de ocorrência, com prejuízos que variam de milhares a centenas de milhares de reais por vítima.
Mecanismo do golpe envolvia falsificação e apropriação indébita
Conforme apontam as investigações da Polícia Civil de Rio Preto, Veronezi operava um esquema sofisticado de fraudes na compra e venda de veículos. O empresário:
- Financiava veículos sem a autorização dos proprietários legítimos
- Falsificava assinaturas em cartório para transferir os carros de forma irregular
- Vendia os automóveis, mas não repassava o valor aos donos originais
- Deixava os compradores sem conseguir transferir a documentação dos veículos
As denúncias começaram a surgir quando as vítimas procuraram a garagem do suspeito, localizada no bairro Vila Maceno, e encontraram o local completamente abandonado. Imediatamente, buscaram as autoridades policiais para formalizar as queixas.
Buscas e apreensões antecederam a prisão
Antes da captura do empresário, a Polícia Civil já havia cumprido mandados de busca e apreensão em três endereços ligados ao suspeito no dia 16, quando o número de vítimas identificadas ultrapassava 60 pessoas. Durante essas ações, foram coletadas evidências que fortaleceram o caso contra Veronezi.
O delegado Marcondes instaurou um inquérito policial detalhado, e o suspeito agora pode responder por múltiplos crimes, incluindo:
- Lavagem de dinheiro
- Estelionato
- Apropriação indébita
Vítimas relatam prejuízos significativos e desaparecimento do suspeito
Conforme relatos das vítimas à TV TEM, o suspeito apagou suas contas em redes sociais pouco antes de desaparecer. O empresário mantinha contratos tanto com pessoas físicas quanto com lojistas, que deixavam veículos em consignação em sua garagem.
Uma das vítimas, Carlos Miguel Rós, compartilhou com a reportagem um prejuízo de R$ 36 mil após deixar um veículo em consignação na garagem do suspeito no dia 16 de janeiro. Mesmo após a venda do automóvel ser concretizada, o valor nunca foi repassado a ele, caracterizando claramente o golpe aplicado por Veronezi.
O caso continua sob investigação, e as autoridades trabalham para localizar possíveis bens do suspeito que possam ser utilizados para indenizar parcialmente as vítimas. A prisão preventiva de Veronezi representa um passo importante no combate a esse tipo de crime financeiro que afeta diretamente a confiança no mercado de veículos usados na região.



