Polícia Civil de Alagoas prende tradutor por divulgar imagens de abusos infantis
A Polícia Civil de Alagoas efetuou a prisão em flagrante, nesta quinta-feira (16), de um jovem de 26 anos, que atua como tradutor, suspeito de armazenar e divulgar cenas de abusos sexuais infantis. A detenção ocorreu no bairro da Jatiúca, em Maceió, após cumprimento de um mandado judicial de busca e apreensão expedido pela Justiça da Paraíba.
Durante a operação, foram encontradas provas e evidências concretas dos crimes, incluindo a descoberta de que o suspeito compartilhava imagens da própria enteada, de apenas 11 anos, além de outra criança, através de aplicativos de mensagens. O conteúdo específico dessas imagens não foi divulgado pelas autoridades.
Vazamento de informações compromete investigações
Em entrevista coletiva, a delegada Talita Aquino, responsável pela Delegacia de Crimes Contra Crianças e Adolescentes, revelou que as investigações, que já duram cerca de três meses, foram seriamente prejudicadas por um vazamento de informações. Segundo ela, a Polícia Militar acessou o mandado de prisão, o que levou a uma divulgação precipitada.
"Hoje nós demos cumprimento a um mandado de busca e apreensão de outro investigado e, infelizmente, foi constatado pela perícia que foram apagadas imagens e vídeos de aparelhos eletrônicos, pois ele já tinha conhecimento de que era investigado", lamentou a delegada.
Talita Aquino afirmou que a Polícia Civil investigará o vazamento e buscará responsabilização, expressando indignação da equipe, que atua com responsabilidade em casos tão sensíveis. A reportagem tentou contato com a Polícia Militar e a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-AL), mas não obteve resposta até o momento.
Possível rede criminosa e outras prisões em Alagoas
As investigações apontam para uma possível rede criminosa envolvendo a gravação e compartilhamento de fotos e vídeos de abusos sexuais contra crianças. Além do tradutor, um animador de festas infantis foi preso na última segunda-feira (13), no bairro do Antares, em Maceió, suspeito de exploração sexual infantil.
O animador, que não teve o nome divulgado, já possuía antecedentes criminais por estupro de vulnerável e estava envolvido em crimes relacionados à comercialização e distribuição de material de exploração sexual infantil. A delegada Talita Aquino destacou a preocupação com o fácil acesso que ele tinha às vítimas devido à sua profissão.
Uma terceira pessoa também foi detida em Palmeira dos Índios, no interior de Alagoas, suspeita de divulgar imagens de abusos sexuais infantis, embora detalhes sobre essa prisão ainda não tenham sido fornecidos. As investigações continuam em andamento para desarticular completamente a suposta rede criminosa.



