Um porteiro de 48 anos, que trabalhava em uma escola particular na Grande Vitória, foi preso em flagrante por produzir e armazenar conteúdo de abuso sexual infantil envolvendo alunos do local onde atuava. O filho dele, de 22 anos, também foi detido.
Investigação começou com denúncia internacional
Segundo a Polícia Civil, as investigações tiveram início após uma denúncia enviada dos Estados Unidos à corporação. A informação indicava que um jovem possuía 76 imagens de abuso infantojuvenil em seu celular. Com base nos dados, os investigadores efetuaram a prisão do suspeito.
Busca revelou material no celular do pai
Após a primeira prisão, a polícia retornou à residência do jovem para cumprir um mandado de busca e apreensão. Durante a ação, os agentes notaram um comportamento suspeito do pai. O homem afirmou não saber onde estava seu próprio celular, conforme explicou o delegado Brenno Andrade, titular da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos.
“Descobrimos que o telefone do filho estava escondido na parte superior de um armário da cozinha. E no telefone do pai, encontramos imagens de abuso e exploração sexual infantil, da mesma forma pela qual o filho dele estava sendo investigado”, detalhou o delegado.
Suspeita de produção de material na escola
No aparelho do porteiro foram localizadas fotos de alunos da escola onde ele trabalhou por 16 anos como monitor. A suspeita é de que ele tenha se aproveitado do cargo para produzir o material. De acordo com o delegado, as imagens mostravam os alunos uniformizados, mas com zoom nas partes íntimas das crianças e adolescentes.
O homem negou a autoria dos crimes e alegou que compartilhava o celular com o filho. A polícia agora investiga se o suspeito também cometia os crimes no emprego atual.



