Meloni denuncia nova onda de deepfakes sexuais criados por IA: 'Questão vai além de mim'
Meloni denuncia deepfakes sexuais com IA: 'Questão vai além de mim'

A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, afirmou nesta terça-feira, 5, que tem sido alvo de deepfakes sexuais — imagens manipuladas por Inteligência Artificial (IA) nas quais as vítimas aparecem sem roupa — por "algum opositor fanático".

Alerta sobre perigos dos deepfakes

No X, antigo Twitter, a premiê advertiu que se trata de uma "ferramenta perigosa, pois podem enganar, manipular e atacar qualquer pessoa" e orientou os usuários a desconfiarem de todo e qualquer conteúdo.

"Nestes dias, várias fotos falsas minhas estão circulando, geradas com inteligência artificial e divulgadas como reais por algum opositor fanático. Devo admitir que quem as criou, pelo menos no caso em questão, me deixou um pouco melhor. Mas o fato é que, hoje em dia, para atacar e inventar mentiras, qualquer coisa serve", desabafou Meloni.

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"A questão, porém, vai além de mim. Deepfakes são uma ferramenta perigosa, pois podem enganar, manipular e atacar qualquer pessoa. Eu posso me defender. Muitos outros não. Por isso, uma regra deve sempre ser aplicada: verificar antes de acreditar e acreditar antes de compartilhar. Porque hoje acontece comigo, amanhã pode acontecer com qualquer um", acrescentou.

Histórico de ataques

Não é a primeira vez que Meloni é vítima de conteúdos sexuais falsos. Em 2024, a primeira-ministra pediu uma indenização de 100,2 mil euros (cerca de R$ 540 mil na cotação da época) em um julgamento civil que acusou dois homens de terem publicado vídeos pornográficos "deepfake" com seu rosto na internet.

Os réus, um homem de 40 anos e seu pai, de 73, foram rastreados pela polícia através de seus celulares, utilizados para editar os vídeos. Os vídeos mostravam montagens hiperrealistas do rosto da primeira-ministra em corpos de atrizes de filmes pornográficos. Eles foram divulgados durante a campanha eleitoral de Meloni, na qual conquistou o cargo de liderança do país, em 2022, pelo partido de extrema direita Irmãos da Itália.

Ela é a primeira mulher a ocupar o posto na história da Itália.

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