Jovem é presa no Maranhão por suspeita de incitar ataque a escola em São Paulo
Uma mulher de 22 anos foi presa em São Luís, no Maranhão, no último domingo, 12 de abril de 2026, por suspeita de incentivar e colaborar com um atentado contra uma escola municipal ocorrido na terça-feira anterior, dia 7, em Suzano, na região metropolitana de São Paulo. As investigações da Polícia Civil indicam que a jovem teria motivado o agressor, um ex-aluno de 18 anos, a planejar e executar o ataque, mantendo contato com ele através de conversas no Instagram e em grupos do Discord.
Investigação revela troca de mensagens violentas e racistas
De acordo com os mandados de prisão temporária e busca e apreensão emitidos pela 1ª Vara de Garantias da Justiça de São Paulo, em Guarulhos, a suspeita compartilhava publicações de apologia à violência e ao racismo nas interações pelas redes sociais. Ela teria incentivado diretamente o rapaz a cometer o crime, além de manifestar nas conversas a intenção de realizar ataques semelhantes no Maranhão. Em uma das mensagens, a mulher revelou que trabalhava como cuidadora de uma criança negra e expressou o desejo de matá-la, evidenciando discursos de ódio profundamente enraizados.
Cooperação internacional e detalhes do ataque em Suzano
O inquérito que levou à prisão da jovem teve início no Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad), da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, em cooperação com uma agência de investigações do Departamento de Segurança Nacional (DHS) dos Estados Unidos. O ataque em Suzano ocorreu na Escola Municipal Professora Ignez de Castro Almeida Mayer, por volta das 13h27, quando o agressor pulou o muro do colégio portando um facão. Ele tentou invadir uma sala de aula, mas foi impedido por uma professora, que sofreu cortes nas mãos durante a confusão e foi encaminhada ao hospital. O jovem também cortou a própria perna, em um ferimento que a polícia suspeita ter sido deliberado para forçar sua condução ao pronto-socorro.
Resposta rápida e prisão temporária
Um docente da escola acionou o botão do pânico enquanto outros funcionários seguravam o autor do ataque. A Polícia Militar chegou ao local cerca de quatro minutos após o início da ocorrência. Segundo a PM, o agressor afirmou que tinha a intenção de ferir o maior número possível de crianças que estudavam na instituição. Até a atualização desta reportagem, a suspeita de 22 anos seguia presa em São Luís, em cumprimento à ordem de prisão temporária de trinta dias, enquanto as investigações continuam para apurar todos os detalhes do caso.



