Idosa de 78 anos é vítima de golpe do falso advogado e perde R$ 34 mil em Uberaba
Uma idosa de 78 anos foi vítima do golpe do falso advogado e perdeu R$ 34 mil na tarde de quarta-feira (8), em Uberaba, no Triângulo Mineiro. O caso foi registrado pela Polícia Militar como estelionato e, até a última atualização, ninguém havia sido preso. O criminoso, segundo os militares, demonstrava conhecimento detalhado sobre o processo judicial da vítima, o que facilitou a fraude.
Como o golpe do falso advogado funciona
O golpe do falso advogado é uma fraude em que criminosos se passam por profissionais da área jurídica, utilizam informações reais de processos e convencem a vítima de que há valores a receber, como indenizações ou precatórios. Para liberar o suposto dinheiro, exigem pagamentos antecipados por PIX ou boleto, explorando a pressa e o medo das pessoas com documentos falsos.
Detalhes do caso em Uberaba
De acordo com o relato da idosa, ela recebeu mensagens de um número desconhecido e a pessoa se apresentou como seu advogado em uma ação judicial em andamento. O golpista informou que o processo teria recebido uma decisão favorável e, para que o valor fosse liberado, seria necessário o pagamento antecipado de R$ 34 mil, supostamente como garantia do êxito processual e honorários advocatícios.
Convencida pela forma como o criminoso descreveu os dados do processo, a vítima realizou a transferência via PIX para a conta indicada. No entanto, após o pagamento, o golpista afirmou que a transação não havia sido concluída e solicitou um novo depósito. Nesse momento, a idosa desconfiou da solicitação e procurou sua agência bancária presencialmente.
Intervenção bancária e investigação policial
No banco, o gerente alertou que se tratava de um golpe de estelionato e tentou bloquear a transação. Além disso, orientou a vítima a registrar um boletim de ocorrência. A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou, em nota, que instaurou um procedimento para apurar o caso. A corporação destacou que outras informações serão repassadas ao término dos trabalhos investigativos.
Esse tipo de crime tem se tornado cada vez mais comum, especialmente contra idosos, que podem ser mais vulneráveis a golpes que envolvem pressão psicológica e informações aparentemente confiáveis. As autoridades recomendam cautela ao receber comunicações inesperadas sobre processos judiciais e sempre verificar a identidade dos profissionais envolvidos.



