Dono da 'Choquei' é suspeito de receber altos valores de MC Ryan SP em operação da PF
Dono da 'Choquei' suspeito de receber R$ 270 mil de MC Ryan SP

Dono da 'Choquei' é suspeito de receber altos valores de MC Ryan SP em operação da PF

O influenciador goiano Raphael Sousa Oliveira, de 31 anos, proprietário da famosa página de fofocas "Choquei", está sendo investigado pela Polícia Federal por supostamente receber R$ 270 mil do funkeiro MC Ryan SP em troca de serviços de publicidade. A informação foi confirmada ao g1 pelo advogado Frederico Medeiros, que detalhou os valores envolvidos na operação.

Pagamentos e transferências suspeitas

Além dos R$ 270 mil recebidos do artista, Raphael teria sido beneficiado com uma transferência de R$ 100 mil realizada por uma pessoa que ele alegou desconhecer durante seu depoimento às autoridades federais. O advogado explicou que a polícia identificou o responsável pela transferência como um indivíduo chamado Ricardo, possivelmente um terceiro envolvido no esquema.

"O Raphael suspeita que seja um terceiro, que tenha pago algo em favor do MC Ryan", afirmou Frederico Medeiros. "É comum no meio artístico que colaboradores auxiliem no custeio de projetos, mas tudo está sendo investigado minuciosamente", complementou.

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Prisão preventiva e acusações

Raphael Sousa Oliveira foi preso preventivamente na última quarta-feira (15) em um condomínio de luxo localizado em Goiânia. A operação da Polícia Federal tem como foco a investigação de uma organização criminosa suspeita de lavagem de dinheiro e transações ilegais que ultrapassam a marca de R$ 1,6 bilhão.

Segundo as autoridades, o influenciador estaria envolvido na produção e divulgação de conteúdos favoráveis ao MC Ryan SP e a outros dois investigados, utilizando sua plataforma digital para promover os interesses do grupo.

Defesa do influenciador

A defesa de Raphael, representada pelo advogado Pedro Paulo Medeiros, nega veementemente qualquer participação do cliente em atividades criminosas. Em nota oficial, os advogados afirmam que o vínculo com os fatos investigados decorre "exclusivamente da prestação de serviços publicitários por meio de sua empresa, responsável pela comercialização de espaço de divulgação digital".

Frederico Medeiros reforçou que a relação entre Raphael e MC Ryan SP era estritamente profissional, com pagamentos realizados em parcelas ao longo de dois anos (2024 e 2025), totalizando os R$ 270 mil. "Na análise da Polícia Federal foi identificada movimentações entre 2024 e 2025 que totalizaram R$ 270 mil", declarou o advogado.

Postagens elogiosas na 'Choquei'

Poucos dias antes da prisão, a página 'Choquei' publicou uma série de conteúdos enaltecendo MC Ryan SP. Em uma das postagens, o perfil compartilhou um vídeo do cantor comemorando seu retorno ao topo das paradas musicais, com a legenda "O maior!". Em outra publicação, a página destacou uma pesquisa informal entre funkeiros que apontou MC Ryan SP como o artista mais rico do cenário.

Frederico Medeiros defendeu que essa prática é comum no meio digital, visando promover artistas e atrair engajamento. "O objetivo das postagens sobre o MC feitas pela 'Choquei' no Instagram era enaltecer o artista, prática bastante comum no meio digital", explicou.

Posicionamento das defesas

Raphael Sousa Oliveira: A defesa reitera que os valores recebidos referem-se a serviços lícitos de publicidade e marketing, atividade exercida regularmente há anos. "Raphael não integra organização criminosa, não participou de qualquer esquema ilícito e jamais exerceu função diversa da veiculação publicitária contratada", afirma a nota.

MC Ryan SP: A defesa do funkeiro informou que ainda não teve acesso ao processo, que tramita sob sigilo, mas ressalta a integridade do artista e a lisura de suas transações financeiras. "Todos os valores que transitam por suas contas possuem origem devidamente comprovada, sendo submetidos a rigoroso controle e ao regular recolhimento de tributos", declararam os advogados.

A operação da Polícia Federal continua em andamento, com investigações aprofundadas sobre as transações financeiras e os envolvidos no suposto esquema de lavagem de dinheiro.

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