Casal processa clínica de fertilização após DNA revelar que filha não tem vínculo genético
Casal processa clínica de fertilização após DNA

Um casal residente na Flórida, nos Estados Unidos, entrou com uma ação judicial contra uma clínica de fertilização in vitro após um exame de DNA revelar que a filha do casal não possui qualquer vínculo genético com eles. O caso, divulgado pelo canal NBC News, trouxe à tona uma série de questões sobre a segurança e a precisão dos procedimentos de reprodução assistida.

O erro genético

Tiffany Score e Steven Mills, ambos de ascendência caucasiana, decidiram realizar um teste genético em sua filha Shea após notarem que a recém-nascida apresentava traços físicos de uma criança não caucasiana. O resultado do exame confirmou que Shea é 100% sul-asiática, o que levou o casal a investigar a origem do erro.

Os advogados da família descobriram que o embrião implantado em Score pertencia, na verdade, a um casal sul-asiático que também havia utilizado os serviços do Fertility Center of Orlando. A clínica, localizada em Longwood, mapeou 16 possíveis casais cujas datas de coleta de óvulos e transferência de embriões eram próximas às de Score. Um casal sul-asiático foi identificado como correspondência, mas sua identidade foi preservada.

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Reação do casal

Em uma nota divulgada pelos advogados da família, o casal afirmou: Amaremos e seremos os pais dessa criança para sempre. Eles também declararam que o exame de DNA encerra um capítulo doloroso e que outros problemas deverão ser resolvidos. Score, em entrevista à revista People, disse acreditar que recebeu um dos três embriões viáveis que o casal sul-asiático produziu e armazenou na clínica.

Encerramento da clínica

O Fertility Center of Orlando anunciou o encerramento de suas operações por meio de um post nas redes sociais, sem fornecer explicações sobre o motivo. A clínica orientou os pacientes a transferirem seu atendimento e materiais congelados para outra rede. A empresa afirmou: A CNY Fertility está comprometida em apoiar a continuidade do seu tratamento.

Impacto do caso

O implante do embrião ocorreu em abril de 2025, e a menina nasceu em dezembro do mesmo ano. Após a divulgação do processo, outras famílias procuraram o escritório de advocacia responsável pelo caso, acreditando que poderiam ter relação genética com Shea. A advogada da família, Mara Hatfield, confirmou o aumento no número de consultas.

O caso levanta questões sobre a responsabilidade das clínicas de fertilização in vitro e a necessidade de protocolos mais rigorosos para evitar erros como esse. A ação judicial busca esclarecer os fatos e garantir que a família receba a devida reparação pelos danos sofridos.

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