Casal é preso em Campo Grande suspeito de fabricar e vender bebidas alcoólicas adulteradas
Um casal foi preso nesta sexta-feira, 20 de setembro, em Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, sob suspeita de produzir e comercializar bebidas alcoólicas adulteradas. A prisão ocorreu na residência do casal, local onde os produtos eram fabricados de forma clandestina, segundo informações da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (Decon).
Investigação iniciada em janeiro após denúncia anônima
A investigação teve início em janeiro deste ano, após uma denúncia anônima alertar sobre atividades irregulares na região. O delegado responsável pelo caso, Wilton Villas Boas de Paulo, explicou que a polícia solicitou um mandado de busca e apreensão após identificar que o imóvel, que não possuía estrutura adequada, era utilizado para fabricar e embalar bebidas destinadas à venda.
No local, os agentes encontraram diversos equipamentos e embalagens utilizados na produção das bebidas, que eram vendidas como produtos de alta qualidade. O ambiente apresentava condições insalubres, sem higiene mínima ou garantia de qualidade, conforme destacou o delegado.
Riscos de contaminação e adulteração das bebidas
De acordo com Wilton Villas Boas de Paulo, mesmo que a bebida fosse adquirida originalmente, o processo de transferência para outros recipientes aumentava significativamente o risco de contaminação. "Essa prática coloca em perigo a saúde dos consumidores, que podem ingerir substâncias nocivas", afirmou o delegado.
As investigações revelaram que os suspeitos misturavam bebidas de baixo custo, como conhaque e vodka, e adicionavam adoçante para alterar o sabor. Em seguida, o líquido era engarrafado e comercializado como whisky de marcas mais caras, enganando os consumidores.
Outro endereço ligado ao caso e prisão em flagrante
A polícia informou que há outro endereço vinculado ao esquema, onde também será cumprido um mandado de busca ainda nesta sexta-feira. O casal, apontado como responsável pela operação ilegal, foi levado à delegacia em flagrante, e a prisão será analisada pelas autoridades competentes.
Este caso destaca a importância da vigilância contra crimes que afetam a segurança alimentar e os direitos do consumidor, reforçando a necessidade de denúncias para combater atividades fraudulentas.



