Homem vira réu por manter cães mortos congelados em freezer de abrigo irregular em Biguaçu
Réu por cães mortos congelados em freezer de abrigo em SC

Homem é denunciado por manter cães mortos congelados em freezer de abrigo em Santa Catarina

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) ofereceu denúncia, nesta quarta-feira (4), contra um homem investigado por manter cães mortos congelados dentro de um freezer em Biguaçu, na Grande Florianópolis. O acusado agora figura como réu pelo crime de maus-tratos a animais, com pena que pode variar de dois a cinco anos de reclusão, conforme a denúncia já recebida pelo Poder Judiciário.

Flagrante revelou condições alarmantes em terreno que funcionava como abrigo

O caso veio à tona em agosto de 2025, quando uma operação descobriu a situação crítica no terreno. Além dos animais mortos armazenados no freezer, mais de 60 cães vivos foram encontrados no local, que estava repleto de lixo e entulhos. Os animais foram imediatamente acolhidos, vacinados e receberam atendimento veterinário emergencial.

Segundo o promotor Marco Antônio Schütz de Medeiros, a cena exigiu uma atuação rápida e integrada dos órgãos públicos, devido ao grave risco sanitário e ambiental existente no local. Na época, o proprietário do sítio foi preso em flagrante pela Polícia Militar Ambiental, mas foi liberado um dia depois, sob determinação de acompanhamento psicológico.

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Detalhes chocantes do que foi encontrado no abrigo irregular

O MPSC relatou que os animais mortos estavam dentro de uma geladeira, em condições totalmente impróprias, representando risco significativo de proliferação de bactérias e vetores. O número exato de cadáveres não foi divulgado, mas eles foram recolhidos para necropsia. Além disso, o acúmulo de entulhos e outros materiais favorecia a proliferação de insetos e roedores, com risco de contaminação do solo e da água, tanto superficial quanto subterrânea.

Dos animais vivos encontrados:

  • 63 cães no total foram localizados.
  • 13, em estado mais crítico, foram resgatados e levados a outras entidades.
  • 50 cães permaneceram no local inicialmente para serem catalogados.

Resgate e limpeza mitigaram riscos, mas ação penal segue adiante

Uma força-tarefa resgatou todos os animais vivos, que foram cadastrados, avaliados clinicamente e encaminhados para hospedagens na região. As estruturas do imóvel foram demolidas com o consentimento do proprietário, e a área foi totalmente limpa, incluindo pulverização com produto específico para eliminar pulgas e carrapatos.

O MPSC informou, na terça-feira (3), que as irregularidades constatadas já foram integralmente sanadas, sem mais risco ambiental, sanitário ou de maus-tratos. Por isso, o inquérito civil foi arquivado em 27 de janeiro. No entanto, a denúncia criminal por maus-tratos segue em frente, baseada na Lei de 1998, que prevê detenção de três meses a um ano, aumentada quando há morte do animal.

Este caso destaca a importância da vigilância contra abusos a animais e a atuação firme do Ministério Público em proteger o bem-estar animal e a saúde pública em Santa Catarina.

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