Mulher é presa por maus-tratos a mais de 60 cães de raça em Minas Gerais
Uma mulher de 38 anos foi presa na segunda-feira, 23 de setembro, em Dores do Indaiá, no Centro-Oeste de Minas Gerais, após uma denúncia de maus-tratos a animais. Durante uma fiscalização no imóvel, a Polícia Civil apreendeu 61 cães de raça, que estavam vivendo em condições deploráveis, sem alimentação e água adequadas, além de abrigo apropriado.
Condições insalubres e confinamento irregular
Os animais foram encontrados confinados em gaiolas ou em ambientes com pouca ventilação, enquanto alguns estavam ao ar livre, completamente desprovidos de acesso a comida e água. O local apresentava um forte odor devido à presença de urina e fezes, indicando negligência grave. A suspeita alegou operar um canil para fins comerciais, mas não conseguiu apresentar a documentação necessária para tal atividade.
Entre as raças identificadas, estavam seis Golden Retrievers, dois Lulus da Pomerânia, um Yorkshire e cinquenta e dois Shih Tzus. A Polícia Civil destacou que as condições insalubres e o confinamento irregular configuraram claramente a prática de maus-tratos, violando as leis de proteção animal.
Avaliação veterinária e medidas judiciais
Uma médica veterinária foi chamada ao local para avaliar os cães e emitiu um laudo técnico detalhado, que foi anexado ao inquérito policial. Devido ao grande número de animais envolvidos, o Ministério Público foi acionado para intervir no caso.
Como resultado, ficou decidido que o marido da tutora ficaria responsável pela guarda temporária dos cães. Ele terá um prazo de até quinze dias para providenciar um local adequado e seguro para os animais, garantindo seu bem-estar e atendendo às exigências legais.
Impacto e responsabilização
Este caso chama a atenção para a importância da denúncia e da fiscalização no combate aos maus-tratos animais. A prisão da mulher reforça a seriedade com que as autoridades estão tratando essas violações, buscando justiça para os animais vulneráveis.
A comunidade local e defensores dos direitos animais têm acompanhado de perto o desfecho, esperando que medidas preventivas sejam implementadas para evitar situações semelhantes no futuro. A ação policial serve como um alerta para que criadores e tutores cumpram as normas de bem-estar animal.



