Gata arremessada em rio de São Luiz do Paraitinga se recupera após 10 dias de tratamento veterinário
Gata arremessada em rio se recupera após 10 dias de tratamento

Gata arremessada em rio de São Luiz do Paraitinga passa por recuperação de 10 dias

A gata que foi arremessada em um rio em São Luiz do Paraitinga, no interior de São Paulo, está em tratamento e se recupera em casa após receber atendimento veterinário especializado. O caso, registrado nesta quarta-feira (25), segue sob investigação da Polícia Civil, que apura o ato infracional análogo ao crime de maus-tratos a animais.

Caso ganhou repercussão após vídeo nas redes sociais

O caso veio à tona após a ampla circulação de um vídeo nas redes sociais que mostra um adolescente de 16 anos arremessando o animal no rio. As imagens, consideradas fortes, geraram comoção pública e diversas denúncias. A ocorrência foi formalizada após relatos da tutora da gata, de familiares, de uma vereadora local e de uma associação de proteção animal do município.

Estado de saúde da gata e tratamento veterinário

A gata, resgatada após o ocorrido, foi levada imediatamente para uma clínica veterinária em Taubaté. Apesar do impacto violento, o animal não sofreu fraturas ósseas. Segundo o veterinário Eric Lobato Cursino, responsável pelo atendimento, a gata passou por uma bateria completa de exames.

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"Ela chegou aqui na clínica, passou pela avaliação, fizeram todos os exames, ultrassom, sangue, passou por atendimento ortopédico, onde eu constatei uma torção de joelho e uma leve dor na região lombar. Já iniciamos o tratamento medicamentoso. No raio-x não evidenciamos nenhuma fratura, então isso é muito positivo", explicou o profissional.

De acordo com o veterinário, o animal encontra-se estável e o prognóstico é favorável, com uma recuperação estimada em até 10 dias. "Volta pra casa, passa por toda a adaptação de novo, mas dos males o menor, ela se encontra bem e estável. Geralmente esses pacientes se recuperam entre 7 e 10 dias, fazendo todo o tratamento e repouso adequado", detalhou Cursino.

Posicionamento da defesa do adolescente

A defesa do adolescente de 16 anos envolvido no caso emitiu uma nota afirmando que o jovem está colaborando integralmente com as investigações. O advogado Danilo Mikilim ressaltou que o caso deve ser tratado com cautela e dentro dos estritos limites da lei.

"A conduta praticada está sendo devidamente apurada pelas autoridades competentes, no âmbito legal apropriado, assegurando-se ao jovem o direito à ampla defesa e ao contraditório", declarou o advogado. A defesa também informou que o adolescente e sua família estão prestando total colaboração às autoridades.

O advogado ainda criticou veementemente os ataques virtuais que têm sido direcionados aos familiares do jovem nas redes sociais. "Lamenta-se profundamente a forma como o caso tem sido explorado nas redes sociais, com a disseminação de comentários ofensivos, ameaças e ataques direcionados não apenas ao adolescente, mas também a seus familiares", afirmou Mikilim.

Possíveis consequências legais para o adolescente

Segundo o delegado responsável pelo caso, Felipe Bona, adolescentes não respondem criminalmente como adultos, mas estão sujeitos a medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O leque de possíveis sanções inclui:

  • Advertência formal
  • Obrigação de reparar o dano causado
  • Prestação de serviços à comunidade
  • Liberdade assistida com acompanhamento periódico

Em situações consideradas mais graves, também podem ser aplicadas medidas mais restritivas, como a semiliberdade e a internação em estabelecimento educacional. A internação representa a medida mais severa do ECA e pode ter duração máxima de três anos, sujeita a reavaliações periódicas para verificar a evolução do adolescente.

O delegado Felipe Bona confirmou ao g1 que as diligências investigativas seguem em andamento. O procedimento policial, após concluído, será encaminhado à Vara da Infância e Juventude para as devidas providências legais.

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