Caminhões de soja são alvo de assaltos na BR-135 no Maranhão; quadrilha age com barricadas
Caminhões de soja são alvo de assaltos na BR-135 no Maranhão

Caminhões de soja são alvo de assaltos na BR-135 no Maranhão; quadrilha age com barricadas

Caminhões carregados com toneladas de grãos de soja estão sendo sistematicamente atacados por bandidos no estado do Maranhão, especialmente em um trecho crítico da BR-135 que dá acesso ao Porto do Itaqui. Os criminosos têm utilizado métodos agressivos, incluindo barricadas improvisadas com pneus, para forçar os motoristas a reduzirem a velocidade ou pararem, facilitando os roubos.

Relatos aterrorizantes dos caminhoneiros

Em áudios compartilhados entre os profissionais do volante, um caminhoneiro que sofreu um ataque no final de março descreve a situação com pavor. "Quem estiver vindo aí, toma cuidado, meu véi, que caíram de bala aqui. Mandaram parar o carro aqui, eu meti foi os pés, caíram foi de bala", alerta ele. O veículo foi atingido por um tiro no para-brisa, evidenciando a violência dos assaltos. Outro áudio complementa: "Aí, por força aqui, ó, que fizeram na pista aí... fechada para abrir os caminhões de soja", mostrando como as barricadas são armadas para interceptar os caminhões.

Método de ação da quadrilha

Geralmente, a quadrilha aproveita os pontos de fiscalização eletrônica na rodovia, onde os motoristas naturalmente reduzem a velocidade. Nesses locais, os criminosos se penduram na traseira dos caminhões e abrem as travas das caçambas, fazendo com que os grãos caiam na pista. "Ali é 3, 4 mil quilos de grão que cai ali, entendeu?", relata o caminhoneiro José Barbosa. Em vídeos, é possível ver os bandidos recolhendo a soja derramada, enquanto motoristas expressam indignação: "Ó eles enchendo lá o saco lá... bando de safado, rapaz".

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Impacto econômico e medidas de proteção

O prejuízo financeiro recai diretamente sobre os caminhoneiros, como destacado em uma entrevista. Quando questionado sobre quem arca com as perdas, José Barbosa responde: "O prejuízo vai para o motorista, entendeu?". Em resposta à onda de crimes, alguns caminhoneiros estão adotando medidas caseiras para dificultar os roubos. "Alguns caminhões já estão colocando parafusos, colocando um suporte a mais para dificultar o roubo deles", revela o caminhoneiro Rogério da Silva.

Contexto regional e dados oficiais

O trecho de 17 quilômetros da BR-135 é um ponto crucial para o escoamento da safra de grãos produzida na região conhecida como Matopiba, que abrange Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Durante o período da safra da soja, os roubos e furtos tendem a aumentar significativamente. O caminhoneiro Airton Ramalho compara a situação: "Hoje está virando o Paranaguá, lá no Paraná... lá agora controlou, mas aqui em São Luís agora está um absurdo. Ninguém pode trabalhar, ninguém pode ser chamado de noite para descarregar".

Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, em 2025 foram registradas 44 ocorrências de furtos e roubos de grãos na área. No ano anterior, uma operação policial resultou na prisão de 20 suspeitos envolvidos nesses crimes. O produtor de soja Daniel Lech comenta: "Todos os anos nós estamos seguidamente denunciando esse problema e vendo maneiras de se resolver isso aí, buscando alternativas", destacando a persistência do problema e a necessidade de soluções eficazes.

Conclusão

Os assaltos a caminhões de soja no Maranhão representam uma grave ameaça à segurança dos motoristas e ao agronegócio regional. Com métodos violentos e organizados, a quadrilha continua a agir impunemente, causando prejuízos financeiros e colocando vidas em risco. A situação exige uma resposta coordenada das autoridades para garantir a proteção das estradas e a integridade da cadeia logística de grãos no estado.

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