Uma cena alarmante chamou a atenção na manhã desta segunda-feira, 12 de agosto, no Açude Velho, um dos cartões-postais de Campina Grande, na Paraíba. Uma grande quantidade de peixes mortos foi encontrada flutuando nas águas do reservatório, gerando forte mau cheiro na região e mobilizando as autoridades ambientais do município.
Equipes em ação para conter o problema
Funcionários da Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente (Sesuma) foram rapidamente deslocados para o local para realizar a retirada dos animais. A operação de limpeza busca minimizar o impacto visual e olfativo no espaço público, muito frequentado pela população campinense.
A causa exata da mortandade em massa ainda não foi confirmada pelas autoridades. No entanto, o fenômeno, infelizmente, não é totalmente incomum para o período. Esta época do ano é marcada por condições que podem levar à redução crítica do oxigênio na água.
Fenômeno recorrente, mas em proporção inédita
Conforme explicam especialistas, a combinação de elementos como fósforo e nitrogênio na água pode desencadear um processo de eutrofização. Esse fenômeno provoca a proliferação excessiva de algas, que, ao morrerem e se decompor, consomem grande parte do oxigênio dissolvido, sufocando os peixes.
O que torna a situação atual particularmente preocupante é a escala do evento. A quantidade de animais mortos encontrada este ano é descrita como incomum e muito superior aos registros anteriores do fenômeno sazonal. Isso levanta alertas sobre possíveis condições ambientais específicas ou outros fatores agravantes em 2024.
Reunião de emergência busca soluções imediatas
Diante da gravidade do caso, uma reunião emergencial foi convocada para esta segunda-feira. O encontro reúne representantes da Sesuma, Secretaria de Obras e Secretaria de Saúde do município para discutir medidas de contenção imediatas.
De acordo com informações, serão avaliadas ações de curto prazo para tentar salvar a fauna remanescente. "Vai ser discutido hoje nessa reunião emergencial algumas possibilidades emergenciais, entre elas, a transferência dos peixes vivos, por exemplo, a questão também do oxigênio dissolvido, que está abaixo da normalidade", informou Marcos Aurélio, representante envolvido no caso.
Entre as possibilidades técnicas em análise está a inserção de oxigênio dissolvido por meio de sistemas de aeração artificial no açude. Paralelamente, amostras de água estão sendo coletadas para análise laboratorial, visando identificar com precisão os motivos que levaram a uma mortandade de tamanha proporção.
O objetivo principal das autoridades é duplo: conter a mortandade atual, protegendo os peixes ainda vivos, e estabelecer protocolos para prevenir que tragédias ambientais similares se repitam no futuro, preservando o ecossistema do Açude Velho.