Operação Tamoiotatá 6: Ipaam aplica mais de R$ 1,7 milhão em multas e embarga 220 hectares no Amazonas
A primeira fase da Operação Tamoiotatá 6 resultou na autuação de três pessoas e na aplicação de multas que ultrapassam R$ 1,7 milhão. A ação de fiscalização, conduzida pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), ocorreu na sexta-feira, 27 de setembro, na BR-230, no município de Humaitá, localizado no interior do estado do Amazonas. O balanço oficial foi divulgado neste domingo, 1º de outubro, destacando o rigor das medidas contra crimes ambientais.
Irregularidades identificadas e sanções aplicadas
As equipes de fiscalização percorreram aproximadamente 160 quilômetros da BR-230, vistoriando propriedades rurais às margens da rodovia. Durante as inspeções, foram identificadas diversas irregularidades, resultando na emissão de nove autos de infração e na imposição de três embargos. As principais infrações incluíram:
- Descumprimento de ordens anteriores de embargo
- Criação de animais sem a devida licença ambiental
- Impedimento da regeneração da vegetação nativa
As áreas embargadas totalizam 220 hectares, o que equivale a cerca de 220 campos de futebol. Cada um dos três autuados recebeu multas específicas: R$ 110 mil por descumprir embargo e R$ 100,5 mil por criação de animais sem licença ambiental. Adicionalmente, foram aplicadas multas de R$ 570 mil, R$ 425 mil e R$ 115 mil por dificultar a regeneração da vegetação, somando o valor total de R$ 1,7 milhão.
Estratégia e objetivos da operação
Segundo Gustavo Picanço, diretor-presidente do Ipaam, a Operação Tamoiotatá é permanente e planejada com base em dados técnicos e monitoramento ambiental, priorizando áreas estratégicas da floresta amazônica. "Nossa atuação busca interromper atividades irregulares, responsabilizar os infratores e impedir novas áreas de serem degradadas", afirmou Picanço. A operação faz parte de uma força-tarefa integrada contra o desmatamento ilegal e outros crimes ambientais, contando com o apoio de diversos órgãos estaduais e federais.
Consequências e próximos passos
As áreas autuadas permanecem embargadas e não podem ter qualquer atividade até que seja realizada a regularização ambiental. Os autuados têm um prazo de 20 dias para apresentar defesa ou efetuar o pagamento das multas. Os valores arrecadados serão destinados ao Fundo Estadual de Meio Ambiente (Fema), administrado pela Secretaria de Meio Ambiente (Sema), e serão utilizados para financiar ações de proteção ambiental no estado do Amazonas.
Expansão e duração da operação
A Operação Tamoiotatá 6 é uma iniciativa do Governo do Amazonas, realizada com o apoio do Ipaam, Secretaria de Segurança Pública, Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e órgãos federais como o Censipam, vinculado ao Ministério da Defesa. A força-tarefa integrada realiza fiscalizações em áreas com alertas ambientais, aplicando autos de infração e embargos, com foco especial na proteção das Unidades de Conservação e áreas estratégicas da floresta.
A operação está planejada para ter 15 etapas, cada uma com duração aproximada de 20 dias, e deve seguir até dezembro de 2026. O objetivo principal é intensificar o combate ao desmatamento e às queimadas durante o período mais crítico da estiagem. A ação conta com o apoio da Sema e recursos do Programa Floresta em Pé, uma parceria entre os governos da Alemanha e do Brasil.
Denúncias de crimes ambientais podem ser feitas através do WhatsApp pelo número (92) 98557-9454, incentivando a participação da sociedade na preservação do bioma amazônico.
