Juruti no Pará ganha laboratório de bioeconomia para extração de óleos da Amazônia
Juruti ganha laboratório de bioeconomia para óleos amazônicos

Juruti no Pará ganha laboratório de bioeconomia para extração de óleos da Amazônia

O município de Juruti, localizado no Baixo Amazonas, no estado do Pará, recebeu um importante impulso para o desenvolvimento da bioeconomia regional com a implantação do laboratório BioJuruti. Esta nova estrutura está dedicada à extração de óleos e manteigas vegetais provenientes da rica biodiversidade amazônica, marcando um avanço significativo no aproveitamento sustentável dos recursos naturais.

Localização e foco do projeto

Instalado no Distrito de Castanhal, na zona rural de Juruti, o laboratório tem como objetivo principal ampliar o beneficiamento de produtos típicos da região. Entre as espécies que serão processadas estão o cupuaçu, o tucumã, a castanha, o buriti, o patauá e a andiroba. A iniciativa visa agregar valor à produção local, incentivando a geração de renda para agricultores e extrativistas da área.

Parcerias e investimento

O projeto é resultado de um acordo entre a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas) e a empresa Alcoa, integrando o programa Regulariza Pará. A implementação conta ainda com a participação da Universidade Federal do Pará (UFPA), da cooperativa COOCALP, do ISACI e da Prefeitura de Juruti. O investimento total alcançou a cifra de R$ 2,3 milhões, recursos destinados a fortalecer as cadeias produtivas locais e criar novas oportunidades econômicas.

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Gestão e suporte técnico

A UFPA assumirá o papel de fornecer suporte técnico ao laboratório até o ano de 2027. Após esse período, a gestão completa será transferida para a cooperativa COOCALP, assegurando a continuidade e a autonomia do projeto. Essa transição planejada busca garantir a sustentabilidade e o protagonismo local na operação do BioJuruti.

Declaração de autoridade

Para o secretário adjunto de Gestão e Regularidade Ambiental da Semas, Rodolpho Zahluth Bastos, o projeto exemplifica a força de uma construção coletiva baseada em cooperação e no empoderamento das comunidades locais. “O projeto reúne comunidade, sociedade civil, iniciativa privada, universidade, poder público municipal e poder público estadual, e essa é a receita do sucesso. Cada um teve uma importância fundamental na cadeia de planejamento e implementação do projeto”, afirmou Bastos durante a entrega do laboratório.

Impactos esperados

A expectativa é que o BioJuruti se torne um catalisador para novas oportunidades na bioeconomia amazônica, consolidando-se como um modelo de ação integrada na região. O laboratório promete produzir um impacto direto na geração de renda para as populações locais, além de promover o aproveitamento sustentável de recursos que, anteriormente, poderiam ser descartados ou subutilizados. Esta iniciativa representa um passo importante na valorização da biodiversidade e no fomento ao desenvolvimento econômico com bases ecológicas no coração da Amazônia.

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