Amazonas lidera desmatamento na Amazônia apesar de queda histórica em 2026
Amazonas lidera desmatamento apesar de queda histórica

Amazonas lidera ranking de desmatamento apesar de queda histórica na Amazônia

O desmatamento na Amazônia registrou o menor índice dos últimos sete anos no semestre encerrado em janeiro de 2026, segundo dados divulgados pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). A redução foi de impressionantes 41% em comparação com o período anterior, marcando um avanço significativo na preservação da maior floresta tropical do mundo.

Queda expressiva não elimina preocupações no Amazonas

Apesar da queda geral, o Amazonas permanece entre os três estados que mais derrubaram floresta nativa, ao lado do Pará e do Acre. Os números do Sistema de Alerta de Desmatamento revelam que, entre agosto de 2025 e janeiro de 2026, três municípios amazonenses concentraram as maiores áreas devastadas: Canutama, Lábrea e Apuí. Esta concentração de desmatamento no norte do estado, região que abriga o maior bloco de áreas protegidas do planeta, acende um sinal de alerta para autoridades e ambientalistas.

"Isso é um alerta importante nos últimos meses: o avanço da destruição no norte do estado, onde há o maior bloco de áreas protegidas do mundo", ressalta Raíssa Ferreira, pesquisadora do Imazon. A especialista destaca a necessidade de atenção redobrada para esta região estratégica da Amazônia Legal.

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Contradição entre redução da degradação e desmatamento persistente

Paradoxalmente, o Amazonas registrou uma das mais expressivas reduções na degradação florestal — fenômeno provocado principalmente por queimadas e extração ilegal de madeira. A área degradada caiu drasticamente de quase 3 mil quilômetros quadrados para apenas 53 quilômetros quadrados, representando uma queda extraordinária de 98%.

De acordo com análises do Imazon, a queda no desmatamento é fundamental para que o Brasil alcance a meta de desmatamento zero até 2030, compromisso assumido internacionalmente. No entanto, o estado do Amazonas enfrenta o desafio de equilibrar os avanços na redução da degradação florestal com o fato de ainda figurar entre os campeões de desmatamento na Amazônia Legal.

Ranking estadual e cenário geral da devastação

Confira o ranking de desmatamento na Amazônia por estado entre agosto de 2025 e janeiro de 2026:

  • Pará: 382 km² (redução de 55% em relação ao período anterior)
  • Amazonas: 196 km² (redução de 32%)
  • Acre: 196 km² (redução de 32%)

Em janeiro de 2026 isoladamente, o desmatamento caiu de 133 quilômetros quadrados para 83 quilômetros quadrados. No acumulado do semestre analisado, foram derrubados 1.195 quilômetros quadrados de floresta amazônica. Esta redução representa 74% a menos em comparação com o semestre de 2020/2021, período que registrou recordes históricos de devastação ambiental.

Apesar dos números positivos em nível nacional, a situação específica do Amazonas — com municípios críticos mantendo altos índices de desmatamento — exige políticas públicas direcionadas e fiscalização rigorosa para garantir que a tendência de queda se consolide em todas as regiões da Amazônia Legal.

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