Família resgata filhote de tamanduá-bandeira e comete erro na alimentação
Família resgata tamanduá e erra na alimentação

Uma família de Sorocaba, no interior de São Paulo, resgatou uma filhote de tamanduá-bandeira apelidada de Tutu, mas cometeu um erro comum ao oferecer alimentação improvisada. O animal foi encontrado debilitado em um sítio e, após dificuldades para contatar órgãos ambientais, a família cuidou do bicho por cinco dias antes de levá-lo a um centro de reabilitação. Um biólogo elogiou a atitude, mas alertou para os riscos da dieta inadequada.

O resgate e a dificuldade com órgãos ambientais

Segundo Tânia Valle, que encontrou a filhote, a família tentou inicialmente devolver o animal à natureza, como é recomendado. No entanto, a tamanduá estava muito fraca e permaneceu no mesmo local por três dias. Preocupados, eles buscaram ajuda do Ibama e da Polícia Florestal, mas não conseguiram contato em Sorocaba. A solução veio por meio de uma amiga bióloga, que indicou o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras) em São Roque.

A dificuldade ocorreu porque Sorocaba não possui um Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas). A recomendação para resgate especializado é acionar a Secretaria do Estado de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (SEMIL).

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Alerta do especialista sobre a alimentação

Enquanto buscava ajuda, a família alimentou a filhote com uma mistura caseira. O biólogo Rafael Mana, diretor do Cras, elogiou a intenção, mas fez um alerta: “Foi um mérito muito grande conseguir alimentar o animal no momento crucial. Mas tecnicamente, foi oferecida uma dieta muito proteica, o que pode causar constipação, cólica e acúmulo de gases.” A alimentação inadequada pode comprometer o desenvolvimento do animal.

Tânia Valle disse que a experiência deixou uma marca na família: “A Tutu chegou frágil e, mesmo sem saber exatamente como cuidar, fomos atrás, pesquisamos, aprendemos e demos todo o amor possível. Ela sempre terá um pedacinho do nosso coração.”

Cuidados veterinários e reabilitação

O biólogo buscou a filhote em Sorocaba na quarta-feira (6) e a levou para acompanhamento veterinário especializado. Agora, Tutu segue em observação no Cras, onde está sendo adaptada à alimentação correta, fazendo exercícios e tomando banho de sol. Exames serão realizados para garantir sua saúde antes da devolução à natureza.

Canais de contato para resgate animal

Um decreto de junho de 2025 define que o resgate de animais silvestres em São Paulo é responsabilidade estadual. A Polícia Militar Ambiental orienta que animais saudáveis devem ser deixados para retornar à natureza sozinhos; em casos de ferimentos ou crimes ambientais, ligue para 190 ou 193. O resgate especializado cabe ao DER (em rodovias) ou à Secretaria de Meio Ambiente, dependendo da localidade.

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