Homem de 67 anos é indiciado por criar 'labirinto de lixo' que poluiu córrego em Araxá, MG
Indiciado por 'labirinto de lixo' que poluiu córrego em Araxá

Homem é indiciado por criar 'labirinto de lixo' que contaminou córrego em Araxá

A Polícia Civil de Minas Gerais indiciou um homem de 67 anos nesta sexta-feira, 13 de setembro, após a descoberta de um verdadeiro "labirinto de lixo" em um terreno localizado no bairro Leblon, em Araxá, município do Alto Paranaíba. O espaço abrigava toneladas de resíduos sólidos e materiais recicláveis armazenados de forma completamente irregular, sem qualquer tipo de autorização dos órgãos ambientais competentes.

Descoberta durante diligências policiais

A ocorrência teve início no dia 3 de fevereiro, quando policiais da Delegacia de Furtos e Roubos, durante diligências relacionadas a outro caso, se depararam com o impressionante acúmulo de lixo na rua Pará. Diante da gravidade da situação, o caso foi imediatamente encaminhado à Delegacia Especializada do Meio Ambiente, que acionou a perícia da Polícia Civil e o Instituto de Planejamento e Desenvolvimento Sustentável de Araxá (IPDSA).

No local, as equipes encontraram uma cena alarmante: dezenas de sacos de lixo espalhados pelo terreno, contendo os mais diversos tipos de materiais:

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  • Garrafas PET e plásticos diversos
  • Papelões e papéis acumulados
  • Madeiras, tijolos e pedras
  • Canos de tubulação e outros resíduos de construção

Contaminação ambiental grave

O solo do terreno estava completamente encharcado de chorume, líquido altamente poluente que escorria em direção ao Córrego Grande, um afluente localizado em Área de Preservação Permanente (APP). Segundo a Polícia Civil, além da poluição direta do solo e da água, o armazenamento irregular criava condições ideais para a proliferação de animais peçonhentos e transmissores de doenças, incluindo ratos, escorpiões e mosquitos.

O delegado responsável pelo caso, Luís Gustavo, destacou que a atividade era "potencialmente poluidora" e já havia sido alvo de fiscalização anterior pelo IPDSA. "Foi constatado lançamento de resíduos sólidos e líquidos que atingiram inclusive o rio, causando poluição tanto no solo permeável quanto no curso d'água", afirmou o delegado em entrevista.

Processo de investigação e indiciamento

O responsável pela área não estava presente durante a operação policial, o que impossibilitou a prisão em flagrante delito. Posteriormente, ele foi ouvido pelas autoridades e confessou não possuir licença para a atividade de armazenamento, alegando falta de mão de obra para o manejo adequado dos materiais.

O inquérito policial foi instaurado e concluído em apenas dez dias, demonstrando a agilidade no tratamento do caso. O homem foi formalmente indiciado pelos crimes ambientais previstos em:

  1. Artigos 54, parágrafo 2º, inciso V, e 60 da Lei nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais)
  2. Artigo 15 da Lei nº 6.938/1981 (Política Nacional do Meio Ambiente)

O caso já foi encaminhado à Justiça para as devidas providências legais. A Polícia Civil reforçou a importância da colaboração da população no combate a crimes ambientais e alertou sobre os sérios riscos do armazenamento irregular de resíduos, que podem causar danos irreparáveis ao meio ambiente e à saúde pública.

Esta situação em Araxá serve como um alerta sobre a necessidade de fiscalização constante e do descarte adequado de resíduos, especialmente em áreas próximas a cursos d'água e zonas de preservação ambiental. As autoridades continuam monitorando a região para evitar novas ocorrências similares.

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