Colmeias são destruídas e 10 mil abelhas desaparecem de parque em Arapongas
Colmeias destruídas e abelhas desaparecem em Arapongas

Colmeias são destruídas e 10 mil abelhas desaparecem de parque em Arapongas

Aproximadamente 10 mil abelhas nativas foram retiradas do Parque dos Pássaros, localizado em Arapongas, no norte do Paraná. As colmeias, que estavam protegidas em caixas de madeira com formato de casa, tiveram seus cadeados estourados, conforme informado pela prefeitura municipal. O desaparecimento dos insetos foi registrado no dia 5 de março, mas o caso só foi divulgado oficialmente nesta segunda-feira, 16 de março.

Detalhes do ocorrido no parque municipal

Deivid Volpato, responsável pelo projeto municipal Abelha é Vida, explicou que as cinco colmeias pertenciam às espécies Jataí, Plebeia Droryana e Mirim Preguiça. Elas estavam posicionadas ao lado da pista de caminhada do parque, dentro de estruturas de madeira que foram violadas. "Alguns cadeados foram arrombados e outros foram arrancados", detalhou Volpato, destacando a violência do ato.

Conforme a prefeitura, o Parque dos Pássaros não possui câmeras de segurança, o que dificulta a identificação dos responsáveis pelo desaparecimento das abelhas. Até o momento, não há informações sobre quem retirou os insetos, e não foi registrado boletim de ocorrência sobre o caso, segundo a última atualização disponível.

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Impacto ambiental e revolta com o crime

Deivid Volpato expressou profunda revolta e tristeza com o ocorrido, enfatizando que o projeto tem como objetivo ajudar a humanidade e espalhar educação ambiental. "É um projeto para a população em geral conhecer o animal, o polinizador. As abelhas são insetos pequenos, que trabalham em silêncio, não incomodam ninguém e são um pilar importantíssimo na manutenção da vida", afirmou ele, ressaltando a importância crucial desses polinizadores para o ecossistema.

Projeto Poliniza Paraná e sua relevância

As abelhas fazem parte do projeto Poliniza Paraná, uma iniciativa do Governo do Estado desenvolvida pela Secretaria do Desenvolvimento Sustentável (Sedest) em parceria com o Instituto Água e Terra (IAT). O projeto, que existe desde 2022, visa reintroduzir polinizadores nativos em diversas cidades paranaenses, promovendo a conservação da biodiversidade através da polinização.

Em Arapongas, a instalação das colmeias ocorreu em maio de 2025, integrando a comunidade local a esforços de preservação ambiental. A perda dessas abelhas representa um retrocesso significativo para os objetivos do projeto, que busca equilibrar ecossistemas e educar a população sobre a importância dos polinizadores nativos.

O caso segue sem solução, enquanto autoridades e ambientalistas lamentam o crime ambiental que afeta diretamente a biodiversidade da região. A comunidade aguarda por investigações que possam esclarecer os motivos e identificar os responsáveis pelo desaparecimento das abelhas.

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