Centenas de peixes mortos em lagoa de Jequiá da Praia, Alagoas, causam prejuízo e investigação
Centenas de peixes mortos em lagoa de Alagoas geram investigação

Centenas de peixes mortos em lagoa de Alagoas geram alerta ambiental e prejuízo para pescadores

Um cenário de devastação ambiental e econômica se abateu sobre a comunidade pesqueira de Jequiá da Praia, no Litoral Sul de Alagoas. Na noite da última terça-feira (11), centenas de peixes foram encontrados mortos na Lagoa Jequiá, um importante corpo d'água da região. As causas do incidente ainda não foram identificadas, mas já mobilizam autoridades e preocupam os moradores locais.

Espécies afetadas e impacto na pesca

Entre as espécies encontradas sem vida estão o Piau (Leporinus obtusidens) e o Tucunaré, peixes de valor comercial e ecológico significativo. Pescadores da área relataram ao g1 que o local serve como berçário natural para diversas espécies, tornando o evento ainda mais crítico. A pescadora Eliane Farias expressou a angústia da comunidade: "Muitos peixes mortos, que tentaram fugir e morreram na terra. Tem Piau, tem Tucunaré, são várias espécies. Com essa situação quem sofre é o pescador, que amarga o prejuízo, que é grande".

Histórico de poluição e investigação em andamento

Eliane Farias também relembrou um incidente similar ocorrido há cerca de cinco anos, quando um derramamento de melaço de uma usina da região contaminou a lagoa, causando a morte de diversos peixes. Esse precedente levanta questões sobre a possibilidade de nova contaminação. Augusto Morelli, chefe da unidade de conservação da Reserva Extrativista (RESEX) Jequiá da Praia, informou que as mortes começaram a ser registradas por volta das 19h de terça-feira. Uma equipe especializada realizará coleta de amostras da água e dos peixes para identificar possíveis fontes de poluição.

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Resposta das autoridades e próximos passos

O secretário municipal de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMMARH) de Jequiá da Praia, Luiz Antônio, confirmou que o órgão está apurando a situação. A comunidade pesqueira cobra uma fiscalização rigorosa e respostas concretas. "Os órgãos precisam fiscalizar essa situação para saber o que houve de fato", exigiu Eliane Farias, refletindo o sentimento geral de incerteza e urgência. A investigação busca não apenas esclarecer as causas, mas também prevenir futuros desastres ambientais que possam afetar a biodiversidade e a subsistência local.

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