Represas de Juiz de Fora atingem níveis máximos após fevereiro mais chuvoso da história
Represas de Juiz de Fora em níveis máximos após chuvas recordes

Represas de Juiz de Fora atingem níveis históricos após fevereiro mais chuvoso

Diante do cenário de chuvas intensas que atingiram Juiz de Fora, o mês de fevereiro registrou o maior acumulado de precipitações da história da cidade. Como consequência direta desse fenômeno climático, as represas responsáveis pelo abastecimento do município apresentam níveis expressivamente elevados, marcando um contraste significativo com períodos anteriores de escassez.

Volumes atuais mostram recuperação impressionante

Na represa João Penido, o volume atingiu impressionantes 99% na sexta-feira, dia 27 de fevereiro. Este número representa um aumento considerável quando comparado ao mesmo período do ano anterior, quando o nível estava em 86,2%. A transformação é ainda mais notável ao se observar que, há apenas três meses, no dia 24 de novembro de 2025, o manancial operava com apenas 35,3% de sua capacidade total.

A represa de São Pedro também se encontra praticamente no nível máximo, igualmente registrando 99% na última sexta-feira. No dia 27 de fevereiro de 2025, este reservatório operava com 81,3%, demonstrando uma recuperação substancial no período de um ano. Já a represa Chapéu D'uvas opera atualmente com 77,8% de sua capacidade, volume que representa um aumento de 5,5% em relação ao mesmo dia do ano passado.

Cesama garante normalidade operacional

A Companhia de Saneamento Municipal (Cesama) emitiu um comunicado esclarecendo que as três barragens são monitoradas diariamente e que todas estão funcionando dentro da normalidade operacional, sem qualquer motivo para alarme. "Os sistemas de descarga desses mananciais regulam o volume e o nível dessas barragens de forma eficiente e segura", explicou a companhia.

A Cesama destacou ainda que as vistorias de segurança fazem parte da rotina operacional padrão da empresa, sendo realizadas com regularidade para garantir a integridade das estruturas. "Em períodos de chuvas intensas, reforçamos a frequência das inspeções por precaução e zelo com a operação", complementou a companhia, demonstrando atenção especial às condições climáticas adversas.

Este cenário de recuperação dos reservatórios representa uma mudança significativa na situação hídrica da região, que havia enfrentado períodos críticos de baixos volumes nos meses anteriores. A combinação entre o fevereiro mais chuvoso da história e os sistemas de gestão dos recursos hídricos resultou nesse quadro positivo para o abastecimento da população de Juiz de Fora.