Névoa intensa cobre Teresina e afeta operações no aeroporto da capital
A capital do Piauí, Teresina, amanheceu envolta em uma densa névoa nesta terça-feira (7), fenômeno que reduziu significativamente a visibilidade em diversos pontos da cidade e causou transtornos no Aeroporto de Teresina. Pelo menos um voo foi cancelado e outro teve que ser alternado devido às condições meteorológicas adversas registradas no início da manhã.
Impacto no tráfego aéreo e orientações às companhias
O voo cancelado pertencia à companhia aérea Azul, com destino ao Aeroporto de Viracopos, em Campinas. Já o voo da Gol, com destino a Guarulhos, em São Paulo, precisou ser alternado. A administração do aeroporto orientou imediatamente todos os passageiros afetados a entrarem em contato direto com suas respectivas companhias aéreas para obter informações atualizadas sobre remarcações, reembolsos ou novas rotas.
Fenômeno meteorológico explica a formação da névoa
Moradores de Teresina foram surpreendidos pela intensa névoa que encobriu o céu da capital, gerando curiosidade e dúvidas sobre a formação dessa "nuvem baixa". Segundo a meteorologista Sônia Feitosa, da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), o fenômeno é bastante comum na região e resulta da combinação específica entre alta umidade do ar e diferenças de temperatura na atmosfera.
"Durante a noite, quando a temperatura próximo ao solo fica mais baixa e a umidade está alta, ocorre a condensação das partículas de água, que tendem a ficar iguais a nuvens, como se fossem nuvens aqui. E aí forma a névoa", detalhou a especialista.
O processo ocorre principalmente durante a noite e nas primeiras horas da manhã, quando a temperatura próxima ao solo diminui consideravelmente e o ar se torna mais úmido. Nessas condições, pequenas gotículas de água se formam e permanecem suspensas próximas à superfície, reduzindo drasticamente a visibilidade horizontal.
Diferenças cruciais entre névoa e neblina
A meteorologista foi enfática ao classificar o fenômeno registrado em Teresina como névoa, e não como neblina. Apesar da aparência semelhante aos olhos leigos, os dois fenômenos apresentam características distintas e impactos diferentes na visibilidade.
"Na névoa, o que aconteceu em Teresina, a visibilidade ainda é melhor, a gente consegue enxergar até um quilômetro, você vê um carro. Já a neblina é muito mais condensada, tem muito mais partículas condensadas que entram em processo de condensação, fica mais turvo, e aí a gente não consegue ver, nem dirigir direito", explicou Sônia Feitosa.
Ela acrescentou que a névoa geralmente se forma quando a umidade do ar atinge níveis muito elevados, frequentemente acima de 80%. Nessas condições, o ar se torna mais pesado, a temperatura próxima ao solo diminui ainda mais e há uma concentração maior de partículas de água em suspensão, criando o ambiente ideal para a formação do fenômeno.
Características específicas da névoa em Teresina
De acordo com a meteorologista, essas minúsculas gotículas de água ficam concentradas muito próximas ao chão, criando efetivamente uma espécie de nuvem baixa que encobre a paisagem urbana. O fenômeno tende a se dissipar gradualmente com o aumento da temperatura ao longo do dia, conforme o sol aquece a superfície e reduz a umidade relativa do ar.
A ocorrência de névoa em Teresina não é incomum, especialmente durante determinadas épocas do ano quando as condições meteorológicas são favoráveis. No entanto, a intensidade registrada nesta terça-feira chamou particular atenção pelo impacto direto nas operações aéreas e pela redução significativa da visibilidade em várias áreas da cidade.



