Chuvas intensas provocam sangria em cinco açudes do Rio Grande do Norte em apenas uma semana
O Instituto de Gestão das Águas do Rio Grande do Norte (Igarn) divulgou nesta terça-feira (7) um balanço hídrico expressivo para o estado. Cinco reservatórios sangraram no período de uma semana, entre os dias 31 de março e 6 de abril, um sinal claro do volume significativo de precipitações registradas.
Os açudes que atingiram sua capacidade máxima e transbordaram foram: Campo Grande, em São Paulo do Potengi, no dia 31 de março; Tesoura, em Francisco Dantas, no dia 2 de abril; o açude público de Riacho da Cruz, também no dia 2; Malhada Vermelha, em Severiano Melo, na segunda-feira (6); e o açude público de Marcelino Vieira, igualmente na segunda-feira (6).
Recarga hídrica atinge 41 reservatórios monitorados
Além das sangrias, o Igarn destacou que 41 dos 69 mananciais monitorados receberam recarga hídrica em decorrência das chuvas. Esses reservatórios são fundamentais para a segurança hídrica dos municípios potiguares, e o aumento nos volumes acumulados é uma notícia positiva para o abastecimento regional.
Entre os que apresentaram recargas mais expressivas, destacam-se:
- Açude público de Encanto: aumento de 35,14% no volume, chegando a 92,28% da capacidade total.
- Açude Corredor, em Antônio Martins: aumento de 31,02%, passando de 16,9% para 47,96% da capacidade.
- Açude Lulu Pinto, em Luís Gomes: anteriormente seco, agora com 10,11% da capacidade total.
Maiores reservatórios do estado também registram avanços
Os principais mananciais do Rio Grande do Norte também tiveram melhorias significativas em seus volumes:
- Barragem Santa Cruz do Apodi: principal aumento, de 4,53%, chegando a 58,2% da capacidade.
- Barragem de Oiticica: passou de 37,2% para 41,37% da capacidade total.
- Barragem Armando Ribeiro Gonçalves (maior do estado): aumento de 0,09%, mantendo-se em 41% da capacidade total.
Desafios persistem com 18 reservatórios abaixo de 10% da capacidade
Apesar dos avanços, o Igarn alerta que 18 reservatórios ainda apresentam volumes inferiores a 10% da sua capacidade total, indicando áreas que continuam vulneráveis à escassez hídrica. Entre eles estão:
- Itans, em Caicó (0,05%)
- Sabugi, em São João do Sabugi (3,98%)
- Passagem das Traíras, em São José do Seridó (0,03%)
- Mundo Novo, em Caicó, que permanece completamente seco
- Inspetoria, em Umarizal (4,29%)
O monitoramento contínuo desses mananciais é essencial para planejar ações de gestão hídrica e garantir o abastecimento sustentável em todo o Rio Grande do Norte, especialmente em regiões mais críticas.



