Paraná registra cinco nuvens funil em menos de dois meses; entenda o fenômeno
Cinco nuvens funil em menos de dois meses no Paraná

Paraná registra cinco nuvens funil em menos de dois meses; entenda o fenômeno

Em um intervalo de menos de sessenta dias, o estado do Paraná foi palco de ao menos cinco registros impressionantes de nuvens funil, conforme dados do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). O episódio mais recente ocorreu no domingo, dia 15 de fevereiro, no município de Santo Antônio do Caiuá, localizado na região noroeste do estado. As imagens capturadas por moradores mostram a formação atmosférica característica, que desperta atenção e, muitas vezes, preocupação.

O que é uma nuvem funil e como ela se forma

De acordo com especialistas do Simepar, a nuvem funil representa o estágio inicial na formação de um tornado. O meteorologista Samuel Braun esclarece que essa formação só se transforma efetivamente em um tornado caso consiga alcançar o solo e, consequentemente, provocar ventos de alta intensidade. A nuvem recebe esse nome devido à sua aparência afunilada, que se estende a partir da base de uma nuvem pesada, geralmente do tipo Cumulonimbus ou Cumulus. Essa estrutura é composta por uma coluna de ar em rotação.

"Elas tendem a ocorrer quando a atmosfera se encontra muito instável, e são formações mais comuns em células de tempestade. Contudo, elas ocorrem com certa frequência no estado, principalmente nesta época de primavera e verão", detalha o meteorologista Samuel Braun, destacando a relação com as condições climáticas sazonais.

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Registros em diversas regiões e relato de susto

Além do ocorrido em Santo Antônio do Caiuá, outros registros semelhantes foram documentados em janeiro deste ano em municípios como Arapongas e São Jorge do Ivaí, na região norte, Ponta Grossa, nos Campos Gerais, e Paulo Frontin, no sul do Paraná. O Simepar ressalta que esses números contabilizam apenas os casos reportados formalmente ao órgão ou à Defesa Civil, sugerindo que pode haver ocorrências não registradas em áreas menos habitadas ou que não foram capturadas em vídeo a tempo.

O registro mais recente foi feito pela moradora Larissa Moreira, que reside em Paranavaí, mas estava em uma chácara da família em Santo Antônio do Caiuá quando avistou a nuvem funil. "Passamos o final de semana por lá e após o dia estar bem quente, no final da tarde o tempo começou a fechar e ventar bastante. Estávamos na piscina quando olhei para o céu e vi essa nuvem funil se formando e tentando descer ao solo. Ficamos bem assustados", relatou ela ao g1, descrevendo o momento de apreensão vivido pela família.

Monitoramento e importância da informação

A ocorrência frequente desses fenômenos no Paraná reforça a necessidade de monitoramento contínuo e de disseminação de informações precisas à população. Embora nem toda nuvem funil evolua para um tornado, sua presença serve como um alerta natural para condições atmosféricas instáveis, exigindo atenção redobrada, especialmente em períodos de tempestade. As autoridades recomendam que os cidadãos reportem tais eventos às instituições competentes, contribuindo para um mapeamento mais abrangente e para a adoção de medidas preventivas quando necessário.

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