Laboratório de Paleontologia da Ufac reabre com fósseis de animais gigantes da Amazônia
Ufac reabre exposição de fósseis de animais gigantes amazônicos

Laboratório de Paleontologia da Ufac reabre ao público com tesouros pré-históricos

Para quem deseja embarcar em uma viagem no tempo e conhecer os animais gigantes que habitavam o Acre e a região amazônica há milhões de anos, o Laboratório de Paleontologia da Universidade Federal do Acre (Ufac) reabriu suas portas ao público geral desde o dia 2 de fevereiro. O espaço, que permaneceu fechado desde junho de 2024, oferece agora uma oportunidade única de explorar a rica paleofauna da região através de uma coleção impressionante de fósseis originais e réplicas.

Visitas e funcionamento do espaço

As visitas individuais não exigem agendamento prévio, com o laboratório funcionando de segunda a sexta-feira, nos horários das 8h às 12h e das 13h às 16h. Para grupos com mais de 10 pessoas, é necessário realizar o agendamento através do e-mail labpaleonto.ufac@gmail.com. Dúvidas adicionais podem ser esclarecidas pelo perfil do Instagram do espaço, garantindo acesso facilitado a todos os interessados.

Estrelas da exposição: gigantes pré-históricos

Segundo Kauani Araújo, guia do laboratório, as peças em exibição foram descobertas por pesquisadores e estudantes da universidade, representando um patrimônio científico inestimável. O fóssil do Purussaurus, encontrado às margens do Rio Purus, é considerado a principal atração do local. Este jacaré gigante, conhecido cientificamente como Purussaurus brasiliensis, media mais de 10 metros de comprimento e pesava acima de 5 toneladas, sendo uma das espécies mais emblemáticas do Acre.

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A exposição também apresenta outros tesouros paleontológicos, como o Notiomastodon platensis, descrito por Kauani como "nosso Manny da Era do Gelo" – um mamute gigante que, diferentemente do personagem animado, possuía poucos pelos. Através de vértebras expostas, os visitantes podem aprender a distinguir entre mamíferos e répteis com base na estrutura óssea preservada.

Diversidade de espécies e importância educacional

Além desses gigantes, o espaço conta com fósseis de uma preguiça-gigante (Eremotherium), cujos dentes bem preservados permitem inferências sobre o ambiente e a flora da época. A guia explica que, através dos dentes, é possível compreender a ambientação, a localidade e as características da fauna e floresta que existiam naquele período climático.

O estudante Nicolas Lemos, que visitou o laboratório acompanhado de seu pai, o professor da Ufac Fabiano Sales, expressou sua empolgação: "Eu sempre vi muitas coisas no vídeo e me interessava. Agora estou aqui e estou muito feliz". Seu pai destacou a importância do acesso público a esses achados: "É importante que a comunidade externa tenha acesso a isso, porque ninguém consegue ver um fóssil e é surpreendente ter isso no Acre".

Impacto cultural e científico

Fabiano Sales ressaltou ainda como a exposição ajuda a combater preconceitos regionais: "Quando eu vim de Rondônia, tinha um preconceito de que não tinha muita coisa no Acre. Isso é um ótimo atrativo, você saber que aqui temos fósseis". O laboratório não apenas preserva a história natural, mas também fortalece a identidade cultural e científica do estado, atraindo curiosos, estudantes e pesquisadores para uma experiência educativa imersiva.

Com sua reabertura, o Laboratório de Paleontologia da Ufac consolida-se como um polo de difusão do conhecimento sobre a megafauna amazônica, oferecendo uma janela para um passado distante onde criaturas colossais dominavam as paisagens do que hoje é o Acre.

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