Oito anos após desabamento, terreno do Wilton Paes de Almeida segue vazio em SP
Oito anos após desabamento, terreno vazio no Centro de SP

Oito anos após o desabamento do edifício Wilton Paes de Almeida, no Largo do Paissandu, no Centro de São Paulo, o terreno ao lado permanece vazio. O prédio, que desabou após um incêndio em 1º de maio de 2018, deixou uma marca na memória da cidade. O edifício era ocupado por famílias sem-teto que viviam de forma improvisada e conseguiram evacuar pouco antes do colapso. Os bombeiros trabalharam por semanas nos escombros em busca de vítimas; sete moradores morreram e dois nunca foram encontrados.

Acampamento e ajuda voluntária

Após a tragédia, as famílias desabrigadas montaram um acampamento improvisado no Largo do Paissandu, onde voluntários levaram comida, cobertores e colchões. A Igreja Luterana, vizinha do edifício que ruiu, também foi atingida. O subsolo e a parte externa já foram restaurados, mas o interior ainda está em obras. Os recursos vieram de doações e da venda do potencial construtivo do imóvel, já que a igreja, construída em 1908, é tombada pelo patrimônio histórico.

Terreno protegido, mas sem obras

Atualmente, o espaço onde ficava o edifício está cercado por tapumes, foi limpo e está protegido contra novas ocupações, mas nada foi construído. Em janeiro de 2020, a União doou o terreno à Prefeitura de São Paulo. Na época, a Secretaria Municipal de Habitação anunciou a construção de um conjunto habitacional para famílias de baixa renda, com um prédio de 14 andares e cerca de 90 unidades, com previsão de início das obras em 1º de maio daquele ano. No entanto, o prazo não foi cumprido.

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Novos planos e investimentos

Em 2021, a prefeitura anunciou um novo prazo, que também não se concretizou. Agora, a administração municipal apresentou novos planos: serão investidos R$ 39,7 milhões na construção de 105 unidades habitacionais. A Secretaria Municipal de Habitação informou que o novo empreendimento passou por todas as etapas técnicas necessárias e que as análises indicaram a necessidade de um novo projeto. O alvará foi emitido em setembro de 2024. A pasta acrescentou que o projeto está em fase de licitação e que, em 1º de junho de 2025, serão abertas as propostas para execução. Após a contratação, a previsão é de que as obras sejam concluídas em 30 meses.

Auxílio-moradia e investigação policial

A prefeitura também afirmou que paga auxílio-moradia de R$ 400 por mês para 190 famílias que viviam no edifício Wilton Paes de Almeida. A Secretaria da Segurança Pública informou que a polícia indiciou três pessoas por incêndio qualificado e que o inquérito ainda está em andamento.

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