Demolição da Paróquia Nossa Senhora das Dores em Mangabeira
A Paróquia Nossa Senhora das Dores, localizada no bairro de Mangabeira, Zona Sul de João Pessoa, foi demolida em agosto de 2025. O templo, conhecido como igreja Dorinha, era o primeiro espaço religioso do bairro. A demolição ocorreu após o surgimento de problemas estruturais que, segundo a paróquia, foram causados por intervenções realizadas durante uma obra pública no entorno.
Problemas estruturais após obra pública
De acordo com o pároco Paulo Henrique, as alterações na estrutura começaram durante a construção de uma praça pela Prefeitura de João Pessoa, iniciada em janeiro de 2025, em frente à paróquia. A calçada lateral da igreja foi retirada sem permissão, expondo a estrutura a infiltrações e rachaduras, agravadas pelas chuvas de maio. Tapumes foram instalados, mas furtados. A demolição foi decidida após avaliação técnica e com anuência da Arquidiocese da Paraíba, que acompanha o caso.
Impacto na comunidade
A igreja, erguida em 1944, passou por duas reformas e era o primeiro templo do bairro, que completou 43 anos em janeiro de 2025 e possui mais de 70 mil habitantes. Fiéis como Emanuela Cavalcante, que frequentava a paróquia desde a infância, lamentam a perda. Ela e o esposo tiveram o casamento religioso cancelado após a demolição. “Marcamos o nosso casamento e fomos pegos de surpresa”, disse.
Projeto de reconstrução e arrecadação
A reconstrução está orçada em R$ 2,2 milhões, dividida em três etapas: aterro e muro, fundação e estrutura pré-moldada, e fechamento em alvenaria. O novo projeto prevê cerca de mil metros quadrados, com capacidade para 716 pessoas sentadas. A paróquia lançou uma campanha de arrecadação em março de 2026. A previsão inicial de iniciar a reconstrução do muro em 15 de abril não se concretizou.
Moradores reclamam de manutenção em praças
Moradores de Mangabeira também relatam problemas em outras praças, como a Praça Bosque das Águas, que apresenta lixo acumulado, brinquedos quebrados e ponte danificada. A Secretaria de Serviços Urbanos e Zeladoria informou que atenderá todas as praças do bairro em 30 dias.



