Campo Grande propõe privatização da saúde com parceria OSCs
Campo Grande propõe privatização da saúde com OSCs

A prefeitura de Campo Grande encaminhou nesta quinta-feira (30) um projeto de lei que propõe a privatização da saúde na capital sul-mato-grossense. O documento tem como foco a parceria com Organizações da Sociedade Civil (OSCs) para a gestão dos Centros Regionais de Saúde (CRSs) Aero Rancho e Tiradentes. Conforme o texto, o atendimento à população continuará sendo oferecido integralmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Modelo experimental de 12 meses

O projeto prevê que o modelo de parceria funcione inicialmente em caráter experimental, por 12 meses. Se aprovado, a empresa será escolhida por chamamento público, organizado após sanção da prefeita Adriane Lopes. Conforme apurado pela reportagem da TV Morena, afiliada da Rede Globo em Mato Grosso do Sul, o projeto poderá ser votado ainda nesta quinta-feira (30).

Serviços previstos para as OSCs

O projeto piloto estabelece que as OSCs serão responsáveis por:

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  • melhoria e eficiência operacional e administrativa;
  • aperfeiçoamento da organização dos fluxos assistenciais;
  • estabelecimento de metas e indicadores de desempenho;
  • fortalecimento do monitoramento e da avaliação de resultados;
  • qualificação do atendimento à população usuária do SUS.

Monitoramento e fiscalização

Segundo a prefeitura, a Secretaria Municipal de Saúde (SESAU) deverá realizar o monitoramento contínuo por meio de indicadores assistenciais, operacionais e administrativos. O acompanhamento gerará relatórios periódicos de transparência para acesso público. Ao final dos 12 meses, a SESAU emitirá um relatório técnico de avaliação, que será submetido à Câmara de Vereadores.

Protesto contra o novo modelo

No início de abril, agentes de saúde, enfermeiros, técnicos e médicos manifestaram-se na Câmara Municipal durante audiência pública que discutia a implementação do modelo de parceria com as OSCs. Na ocasião, a prefeitura justificou que o novo modelo de gestão das unidades de saúde geraria economia aos cofres públicos. O secretário de saúde, Marcelo Vilela, informou que os gastos mensais com os CRSs Aero Rancho e Tiradentes giram em torno de R$ 4 milhões. Contudo, o valor a ser economizado não foi mencionado.

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