Trégua nas chuvas não alivia tragédia em Minas Gerais: região segue em alerta vermelho
Nesta quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026, as cidades de Juiz de Fora e Ubá, localizadas na Zona da Mata de Minas Gerais, amanheceram com uma pausa nas intensas chuvas que castigavam a região desde o final de semana. Contudo, o alívio momentâneo não significa segurança, pois o estado mantém um alerta vermelho vigente, indicando alto risco de novos temporais, enchentes e deslizamentos de terra nos próximos dias.
Balanço trágico: 36 mortes e dezenas de desaparecidos
O Corpo de Bombeiros confirmou, na madrugada desta quarta-feira, mais cinco óbitos em Juiz de Fora, elevando o total para 30 vítimas fatais na cidade. Em Ubá, outras seis pessoas perderam a vida, somando 36 mortes em toda a Zona da Mata desde a última segunda-feira, 23 de fevereiro. A tragédia ainda deixa um rastro de desaparecidos: equipes de resgate buscam 31 pessoas sob escombros em Juiz de Fora e duas em Ubá, totalizando quase 40 indivíduos cujos paradeiros são desconhecidos.
Das novas vítimas anunciadas hoje em Juiz de Fora, três foram encontradas no bairro Esplanada, uma na Vila Ideal e uma no Paineiras. Os Bombeiros informaram que nove frentes de trabalho estão atuando incessantemente na região, em meio a condições precárias e risco contínuo de novos desabamentos.
Alerta vermelho abrange centenas de cidades no Sudeste
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu, na terça-feira, 24 de fevereiro, um alerta vermelho para mais de seiscentas cidades na região Sudeste do Brasil. O aviso, válido até a próxima sexta-feira, 27, destaca perigo extremo de deslizamentos e inundações, abrangendo:
- Todo o território do Rio de Janeiro e Espírito Santo
- Uma ampla faixa no Sul e Oeste de Minas Gerais
- Toda a área entre o litoral paulista e o Vale do Paraíba
Paralelamente, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) manteve, nesta quarta-feira, a avaliação de risco geológico e hidrológico como muito alto para Juiz de Fora e a Zona da Mata Mineira. O órgão ressaltou que a região registrou um acumulado de chuvas superior a 150 milímetros nas últimas 24 horas, agravando a instabilidade do solo e a vulnerabilidade das comunidades.
Risco estendido a outras áreas urbanas
O Cemaden também apontou alto perigo em diversas outras localidades, incluindo:
- Belô Horizonte, Ipatinga e Barbacena, em Minas Gerais
- Rio de Janeiro e Petrópolis, no estado do Rio de Janeiro
- São Paulo e São José dos Campos, em São Paulo
Essas áreas enfrentam ameaças similares de deslizamentos e inundações, exigindo atenção redobrada das autoridades e da população. A situação evidencia a gravidade dos eventos climáticos extremos que assolam o Sudeste brasileiro, com impactos humanos e materiais ainda em ascensão.
Enquanto as buscas prosseguem e as famílias aguardam notícias de entes queridos, a Defesa Civil e os Bombeiros reforçam o apelo para que moradores de regiões de risco evitem áreas instáveis e sigam as orientações oficiais. A trégua nas chuvas oferece uma janela para operações de resgate, mas a emergência permanece, com a possibilidade de novos temporais a qualquer momento.



