Ponte de acesso principal de Calçado desaba após fortes chuvas no Agreste pernambucano
Uma intensa chuva que atingiu a região do Agreste pernambucano entre a noite de quinta-feira, 26 de setembro, e a madrugada de sexta-feira, 27 de setembro, provocou danos significativos no município de Calçado. O evento mais crítico foi o desabamento da principal ponte de acesso à cidade, que cedeu devido ao aumento repentino do volume de água de um rio que corta a área.
Interrupção do tráfego e suspensão de aulas
A queda da estrutura interrompeu completamente a passagem de veículos e pedestres, isolando parcialmente a localidade. Em resposta à situação, a prefeitura de Calçado decidiu suspender as aulas na rede municipal de ensino nesta sexta-feira, citando diversos pontos de alagamento na cidade. Até o momento, não há previsão para a retomada das atividades escolares, o que gera incerteza entre estudantes e famílias.
Resgate de vítimas e circulação de vídeos
Vídeos que circularam amplamente nas redes sociais mostram a ponte destruída e dois homens sendo arrastados pela força da correnteza. Felizmente, segundo informações da prefeitura, ambos foram resgatados sem ferimentos, em uma operação que evitou tragédias maiores. As imagens evidenciam a violência das águas e a rapidez com que o desastre ocorreu.
Impacto na conectividade regional
A ponte era considerada estratégica para a região, pois ligava Calçado a cidades vizinhas do Agreste, como Canhotinho e Jurema. Com o seu colapso, o acesso agora depende exclusivamente de rotas alternativas, que incluem estradas internas e passagens por localidades como Estado de Barro e o município de Lajedo. Essa mudança deve causar transtornos logísticos e aumentar o tempo de deslocamento para moradores e comerciantes.
Causas do desabamento e situação atual
Embora tenha chovido em Calçado, o maior volume de água veio de municípios localizados na mesma bacia hidrográfica, como Jupi. Isso provocou uma elevação rápida do nível do rio durante a madrugada, culminando no colapso da ponte. A prefeitura explicou que a chuva começou por volta das 22h, mas o impacto foi amplificado pelo acúmulo de água ao longo do curso fluvial. Até agora, não há registros de pessoas feridas, desabrigadas ou desalojadas, o que é um alívio diante da magnitude do evento.
A comunidade aguarda ações das autoridades para a reconstrução da ponte e a normalização do acesso, enquanto enfrenta os desafios impostos pelas rotas alternativas. A situação serve como alerta para a necessidade de investimentos em infraestrutura resiliente frente a eventos climáticos extremos.
