Temporais em Minas Gerais: mortes sobem para 64, com Juiz de Fora como epicentro da tragédia
Mortes por temporais em MG sobem para 64; Juiz de Fora é a mais atingida

Temporais em Minas Gerais: mortes sobem para 64, com Juiz de Fora como epicentro da tragédia

O número de mortes registradas após os temporais na zona da mata de Minas Gerais chegou a 64 na manhã desta sexta-feira (27), conforme balanço divulgado pelo Corpo de Bombeiros. A cidade de Juiz de Fora foi a mais atingida, com 58 óbitos confirmados, enquanto Ubá registra outras seis mortes. Os municípios têm, respectivamente, três e duas pessoas desaparecidas, e os bombeiros continuam as buscas em três frentes de trabalho, em meio a condições adversas.

Juiz de Fora em estado de calamidade pública

O temporal ocorrido entre segunda (23) e terça-feira (24) devastou Juiz de Fora, com fortes chuvas retornando na noite de quarta-feira (25). O Hospital de Pronto Socorro, um dos principais da cidade, teve o subsolo inundado, causando interrupções nos serviços médicos. Novos deslizamentos e alagamentos em várias vias impediram a passagem de serviços essenciais, agravando a crise humanitária. O rio Paraibuna atingiu 4 metros de altura, levando a prefeitura a alertar a população para evitar circulação na região.

Incidentes graves incluíram um desabamento de prédio no bairro Vila Ideal e um deslizamento de terra no bairro Três Moinhos. Na noite de quinta (26), a prefeitura interditou um trecho da avenida Presidente Itamar Franco, que dá acesso ao bairro Dom Bosco, por recomendação da Defesa Civil, após registros de deslizamentos na área. Ao todo, segundo a administração municipal, Juiz de Fora tem mais de 4.200 pessoas desabrigadas ou desalojadas, com a cidade em estado de calamidade pública desde a última terça-feira.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Alertas da Defesa Civil e críticas à falta de preparação

Moradores de Juiz de Fora relataram ter recebido alertas da Defesa Civil sobre o risco dos temporais pouco antes da tragédia, mas afirmaram nunca ter recebido treinamento sobre como reagir em situações de emergência. O município é a quarta cidade brasileira que mais registra alertas da Defesa Civil neste ano, com 35 ocorrências, e a que mais tem pessoas vivendo em áreas de risco: aproximadamente 128 mil habitantes. Essa falta de preparação tem sido apontada como um fator agravante na magnitude do desastre.

Além disso, o governador Romeu Zema e o deputado Nikolas Ferreira estão sendo duramente criticados nas redes sociais por uma suposta falta de apoio durante as tragédias em Minas Gerais. As críticas surgem após fortes chuvas destruírem cidades e deixarem dezenas de mortos, com muitos acusando as autoridades de negligência na resposta aos eventos climáticos extremos.

As operações de resgate e assistência continuam em andamento, com equipes de bombeiros e Defesa Civil trabalhando incansavelmente para localizar desaparecidos e fornecer suporte às comunidades afetadas. A situação em Juiz de Fora e Ubá permanece crítica, com previsões de mais chuvas podendo complicar ainda mais os esforços de recuperação.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar