Juiz de Fora em alerta máximo: risco muito alto de deslizamentos e enxurradas após temporal histórico
Juiz de Fora em alerta máximo por risco de deslizamentos e enxurradas

Juiz de Fora enfrenta alerta máximo após temporal histórico

O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) emitiu um alerta de risco muito alto para novos deslizamentos e enxurradas em Juiz de Fora, na Zona da Mata de Minas Gerais, nesta quarta-feira (25). A cidade, que já foi a mais atingida pelos temporais desta semana com mortes e centenas de desabrigados, decretou estado de calamidade pública devido à gravidade da situação.

Solo encharcado e chuva contínua elevam perigo

De acordo com o boletim do Cemaden, os acumulados de chuva ultrapassaram 150 milímetros em 24 horas em Juiz de Fora e Ubá, saturando o solo e aumentando significativamente o risco de movimentos de massa e eventos hidrológicos. A previsão de continuidade da chuva forte nos próximos dias agrava o cenário, especialmente em áreas de drenagem deficiente e encostas com alta suscetibilidade.

O órgão classifica a região de Juiz de Fora como a mais crítica entre as áreas monitoradas no Sudeste, destacando que a possibilidade de novas ocorrências de enxurradas, alagamentos e inundações é considerada muito alta. Imagens de drone mostram o bairro Industrial completamente alagado, ilustrando o impacto devastador do temporal histórico.

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Alerta estendido para outras regiões

Além do alerta do Cemaden, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém um aviso de "grande perigo" para acumulados elevados de chuva em Minas Gerais, com previsão de temporais persistindo. Regiões como a Zona da Mata, o Vale do Rio Doce e áreas do sul e sudoeste do estado podem registrar volumes acima de 100 milímetros por dia, elevando os riscos de:

  • Alagamentos urbanos
  • Transbordamentos de rios
  • Deslizamentos de encostas

O aviso também se estende para o litoral de São Paulo, todo o estado do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, e extremo sul da Bahia, indicando uma situação de emergência climática ampla.

Classificação dos riscos e recomendações

Os avisos do Cemaden se dividem em duas categorias principais:

  1. Risco hidrológico: engloba eventos como alagamentos urbanos e inundações de pequenos córregos.
  2. Risco geológico: refere-se a deslizamentos de terra e quedas de barreiras.

Para o nível muito alto, como o emitido para Juiz de Fora, o Cemaden recomenda:

  • Acionamento do sistema de sirenes
  • Possibilidade de desocupação das áreas de risco
  • Deslocamento de equipes para atendimento emergencial

Outras áreas do Sudeste, como as regiões intermediárias de Belo Horizonte e Barbacena em Minas Gerais, Petrópolis e Rio de Janeiro no Rio de Janeiro, e São José dos Campos e São Paulo em São Paulo, também aparecem no mapa do órgão com risco alto de ocorrências, devido à previsão de pancadas de chuva de intensidade moderada a forte.

Contexto climático e histórico

A Climatempo afirma que toda a Zona da Mata Mineira ainda estará sujeita a chuva muito volumosa até o próximo sábado (28). A meteorologista Josélia Pegorim analisa que o volume de chuva que caiu na região de Juiz de Fora no dia 23 de fevereiro pode ser considerado extremo e não ocorre com frequência, marcando o fevereiro mais chuvoso da história da cidade.

No recorte geológico, além de Juiz de Fora, o risco de deslizamentos é classificado como alto em áreas das regiões intermediárias de Belo Horizonte e Ipatinga em Minas Gerais, e em pontos do litoral de São Paulo, onde os volumes de chuva dos últimos dias já superaram 200 milímetros em 48 horas em algumas localidades.

O Cemaden avalia ainda risco moderado para cidades como Governador Valadares, Barbacena e Pouso Alegre em Minas Gerais, além de municípios do Espírito Santo e do Rio de Janeiro, em áreas com encostas suscetíveis e histórico de ocorrências durante períodos de chuva intensa.

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