Juiz de Fora decreta calamidade e suspende aulas após chuvas que deixam 14 mortos
Juiz de Fora decreta calamidade após chuvas com 14 mortos

Juiz de Fora decreta estado de calamidade pública após chuvas intensas

A prefeitura de Juiz de Fora, em Minas Gerais, decretou estado de calamidade pública nesta terça-feira, 24 de fevereiro de 2026, em resposta às fortes chuvas que assolam o município desde o último domingo. As precipitações já resultaram em pelo menos quatorze vítimas fatais e mais de 440 pessoas desalojadas, devido a enchentes e deslizamentos de terra que atingiram diversas regiões da cidade.

Impactos devastadores e medidas emergenciais

Em um vídeo divulgado nas redes sociais, a prefeita Margarida Salomão (PT) anunciou a suspensão indefinida das aulas na rede municipal de ensino, destacando a gravidade da situação. "Quem tentou andar pela cidade hoje sabe que os bairros estão ilhados. O Rio Paraibuna saiu da calha, o que também é uma coisa histórica", afirmou a gestora, referindo-se ao transbordamento do rio que invadiu a ponte na Avenida Brasil.

Os dados meteorológicos revelam a dimensão do desastre: o acumulado de chuvas em fevereiro chegou a 584 milímetros, equivalente a 242% do esperado para o mês, marcando o maior índice em quase quatro décadas. No domingo, 22 de fevereiro, a região do campus da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) registrou 70 milímetros de precipitação em apenas uma hora, exacerbando os estragos.

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Vítimas e áreas mais afetadas

As regiões mais vulneráveis de Juiz de Fora foram as mais impactadas pelas chuvas. Segundo o balanço municipal, as mortes ocorreram nos seguintes bairros:

  • Juscelino Kubitschek (JK): 4 óbitos
  • Santa Rita: 4 óbitos
  • Vila Ideal: 2 óbitos
  • Lourdes: 1 óbito
  • Vila Alpina: 1 óbito
  • São Benedito: 1 óbito
  • Vila Olavo Costa: 1 óbito

As imagens compartilhadas nas redes sociais e pela Defesa Civil mostram ruas alagadas, pontes comprometidas e comunidades isoladas, evidenciando a urgência das ações de socorro. A prefeitura tem mobilizado equipes para auxiliar os desabrigados e monitorar as áreas de risco, enquanto a população é orientada a evitar deslocamentos desnecessários.

Este evento climático extremo ressalta os desafios enfrentados por municípios brasileiros diante de fenômenos naturais intensificados, exigindo respostas rápidas e coordenadas para mitigar danos e proteger vidas.

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