Família contesta versão de que turista caiu ao tirar foto em cachoeira de 40 metros em Ponta Grossa
Família nega que turista caísse ao tirar foto em cachoeira no PR

Família contesta versão de que turista caiu ao tirar foto em cachoeira de 40 metros em Ponta Grossa

Caio Libero Batistela, de 35 anos, morreu após cair de uma cachoeira de aproximadamente 40 metros no Parque São Jorge, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. O acidente ocorreu no último sábado (21), e a família do turista contesta a versão inicial dos bombeiros de que ele escorregou enquanto tentava tirar uma foto.

Relato da família contradiz informações dos bombeiros

Segundo Luiza Cerbaro, amiga que está representando a família de Caio, ele despencou após escorregar em pedras molhadas, e não estava tirando fotos no momento da queda. "Estava garoando no momento. Ele escorregou nas pedras molhadas e deslizou até a borda. Não conseguiu se segurar e caiu. Não existiu a parte da foto. Isso foi especulação", informou Luiza, baseando-se no relato das pessoas que estavam com Caio, incluindo sua namorada e um casal de amigos.

Luiza explicou que o grupo passou o dia no parque e, antes de ir embora, subiu até a cachoeira para apreciar a vista. Caio usava chinelos, e as pedras estavam lisas devido à garoa. "Ele não estava na beirada tirando foto. Tinha desnível nas pedras. Ele escorregou no segundo desnível e, infelizmente, foi deslizando sem conseguir se segurar até a borda. Tentaram segurar ele, mas ninguém conseguiu. Foi rápido demais", contou.

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Versão dos bombeiros e detalhes do resgate

O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 14h50, após a informação de que um homem havia caído no local. Quatro bombeiros participaram do atendimento, e o aspirante Gustavo Sabatoski relatou que, segundo testemunhas, Caio se desequilibrou ao tentar tirar uma foto. "A pessoa que estava junto com ele até tentou segurar pela roupa, mas infelizmente não conseguiu e quase caiu junto", disse Sabatoski.

O helicóptero do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também foi mobilizado, mas a vítima não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local. A área é de difícil acesso, exigindo técnicas específicas de resgate, e o corpo ficou em um ponto considerado de risco, com a região isolada até a chegada da perícia.

Posicionamento da Adetur e segurança no turismo

Em nota, a Agência de Desenvolvimento de Turismo dos Campos Gerais do Paraná (Adetur) manifestou pesar pelo acidente e solidariedade à família e amigos de Caio. A entidade ressaltou que a segurança no turismo é uma responsabilidade compartilhada, enfatizando a importância de os visitantes adotarem postura consciente, respeitarem orientações de segurança e priorizarem atrativos e serviços formalmente regularizados.

A Adetur destacou iniciativas como o Programa Campos Gerais Turismo + Seguro, que oferece formação sobre sistemas de gestão da segurança, alinhados a normas técnicas nacionais e internacionais. A entidade não possui poder legal de fiscalização, atribuição que compete ao Ministério do Turismo e aos municípios, mas atua no fortalecimento de um turismo seguro e sustentável na região.

Velório e sepultamento

O corpo de Caio Libero Batistela, que trabalhava como contador, foi velado na Capela Nossa Senhora de Lourdes e sepultado no Cemitério Paroquial, no bairro Campo Comprido, em Curitiba. A tragédia levanta questões sobre segurança em áreas naturais e a necessidade de cuidados redobrados em locais com risco de acidentes.

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