Juiz de Fora decreta calamidade após chuvas que matam 38 e ganham repercussão mundial
Chuvas em MG: Juiz de Fora em calamidade com 38 mortos e repercussão global

Juiz de Fora decreta situação de calamidade após chuvas devastadoras em Minas Gerais

As chuvas torrenciais que atingiram o estado de Minas Gerais provocaram uma tragédia de grandes proporções, resultando em 38 mortos e mais de 30 desaparecidos até a manhã desta quarta-feira (25). A cidade de Juiz de Fora decretou situação de calamidade pública, enquanto Ubá e Matias Barbosa também foram severamente afetadas. Os deslizamentos de terra e inundações deixaram milhares de desalojados, com equipes de resgate trabalhando incessantemente para localizar vítimas sob os escombros.

Repercussão internacional destaca "chuvas ferozes" no sudeste do Brasil

A magnitude do desastre chamou a atenção da imprensa internacional, com veículos de diversos continentes relatando a devastação. A cobertura global utilizou termos como "chuvas ferozes" e "devastação no sudeste do Brasil", evidenciando a gravidade do evento climático extremo.

Como a mídia mundial noticiou a tragédia em Minas Gerais

BBC (Reino Unido): A rede britânica exibiu imagens da lama em Juiz de Fora após os deslizamentos e destacou que equipes de resgate buscam desaparecidos após "várias casas e edifícios desabarem" durante a noite.

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La Vanguardia (Espanha): O principal jornal espanhol, que cobriu inundações históricas em Valência em 2024, reportou que "chuvas torrenciais devastaram o sudeste do Brasil". O veículo destacou imagens da lama sobre casas em encostas e relacionou a violência das chuvas com as mudanças climáticas, citando a prefeita Margarida Salomão sobre precipitações "intensas e persistentes".

SIC Notícias (Portugal): O veículo português informou que Juiz de Fora e Ubá permanecem em estado de emergência, com risco de piora da situação. Descreveu que "as intensas precipitações causaram, numa única noite, vários deslizamentos de terras, estragos em pontes e estradas, cortes de eletricidade e bairros inteiros inundados". Sobre Ubá, relatou danos de magnitude tal que dificultam a entrada e saída da cidade.

Clarín (Argentina): O jornal argentino falou em "chuvas ferozes no sudeste do Brasil" e destacou consequências como transbordamento de rios, inundações e deslizamentos. Incluiu vídeo de carros boiando em ruas e citou a prefeitura de Juiz de Fora sobre fevereiro ser o mais chuvoso da história da cidade, com 584 milímetros – o dobro do esperado.

Al Jazeera (Oriente Médio): A rede catari focou no trabalho das equipes de resgate e em relatos de vítimas. Descreveu que "dezenas de agentes de emergência, alguns com cães de busca treinados para desastres, vasculharam montes de escombros" em Juiz de Fora, incluindo depoimento emocionante de uma sobrevivente: "A esperança é a última que morre".

Le Monde (França): O jornal francês também destacou as "chuvas intensas e persistentes" e os recordes pluviométricos. Contextualizou a tragédia lembrando que "nos últimos anos, o Brasil vivenciou diversos desastres ligados a eventos climáticos extremos", citando enchentes no Rio Grande do Sul em 2024 e o desastre em Petrópolis em 2022, cada um com mais de 200 mortos.

Impactos locais e resposta das autoridades

Além das vítimas fatais e desaparecidos, as chuvas causaram:

  • Deslizamentos de terra que soterraram residências
  • Inundações que deixaram bairros inteiros alagados
  • Danos severos em infraestrutura como pontes e estradas
  • Cortes generalizados de energia elétrica
  • Milhares de famílias desalojadas e desabrigadas

A prefeitura de Juiz de Fora mobilizou todos os recursos disponíveis para atendimento às vítimas, enquanto o governo estadual coordena ações de apoio às cidades atingidas. Especialistas alertam que a situação pode se agravar com a previsão de mais chuvas para os próximos dias.

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