Chuvas intensas provocam tragédia em Juiz de Fora com busca por desaparecidos
Os temporais recentes em Juiz de Fora e Ubá, na Zona da Mata de Minas Gerais, deixaram um rastro de destruição, com 29 mortos confirmados e mais de 3 mil pessoas desabrigadas. Os bombeiros e equipes de resgate estão empenhados na procura por ao menos 39 desaparecidos, enquanto a Defesa Civil emitiu alerta extremo para risco de deslizamentos, orientando moradores a evitarem áreas de perigo.
Estado de calamidade pública decretado em municípios afetados
Com as chuvas recordes, Juiz de Fora registrou o fevereiro mais chuvoso de sua história, acumulando 584 milímetros de precipitação. O município decretou estado de calamidade pública, suspendendo aulas e mobilizando recursos para auxiliar as vítimas. No Rio de Janeiro, em São João de Meriti, uma idosa de 85 anos faleceu após o desabamento de um muro, e cerca de 600 pessoas ficaram desalojadas, com sirenes acionadas em áreas de risco.
Dados históricos revelam impacto devastador das chuvas no Brasil
Segundo o Atlas de Desastres do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, entre 1991 e 2024, os desastres associados a chuvas no Brasil resultaram em ao menos 4.079 mortos e aproximadamente 10,5 milhões de pessoas desalojadas ou desabrigadas. O ano de 2011 foi o mais letal, com 926 óbitos, principalmente devido à tragédia na Região Serrana do Rio de Janeiro, que vitimou mais de 900 pessoas.
- Em 2022, Petrópolis registrou 242 mortes após temporais intensos.
- Em 2024, houve 255 óbitos e mais de 1 milhão de deslocamentos, incluindo a grave enchente no Rio Grande do Sul.
- Os prejuízos materiais entre 1995 e 2022 somaram R$ 122,99 bilhões.
Esses números destacam a necessidade urgente de políticas públicas para mitigar os efeitos das mudanças climáticas e proteger populações vulneráveis.



