Corpo de Bombeiros de Belo Horizonte mobiliza equipes para resgates na Zona da Mata após chuvas devastadoras
Vinte e dois militares do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, baseados em Belo Horizonte, foram mobilizados para atuar nas ocorrências relacionadas às fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata. A corporação informou que mais de 90 bombeiros participam da operação de resgate, trabalhando simultaneamente em pelo menos 15 pontos de soterramento identificados na região.
Equipamentos e estratégias de resgate em ação
Além do contingente humano, Belo Horizonte enviou equipamentos especializados para otimizar os trabalhos. Entre eles, destacam-se aparelhos de detecção de vítimas que funcionam por som e captação de batimentos cardíacos, equipamentos de corte e de estabilização. Um cão farejador também foi deslocado para revezar com o animal da corporação de Juiz de Fora, ampliando a capacidade de busca em áreas afetadas por deslizamentos de terra.
Devido aos deslizamentos, a atuação segue protocolos típicos de buscas em escombros, com divisão de áreas e avaliação cuidadosa de riscos, tanto para a população quanto para os próprios bombeiros. Para centralizar as decisões estratégicas e melhorar a eficiência, o posto de comando da operação está sendo transferido para a 4ª Região Integrada de Segurança Pública (4ª RISP), localizada em Juiz de Fora.
Trabalho integrado e situação crítica na região
A operação é realizada de forma coordenada com a Defesa Civil, a Polícia Militar e outros órgãos municipais e estaduais. A Defesa Civil tem papel crucial no mapeamento das áreas de risco, isolamento de locais críticos, orientação para evacuação preventiva e encaminhamento de desalojados e desabrigados para abrigos seguros.
As chuvas na Zona da Mata, especialmente em Juiz de Fora, foram extremamente intensas, registrando cerca de 80% da média mensal de precipitação em poucas horas. Diante do elevado número de ocorrências, deslizamentos de terra e vítimas, o município decretou estado de calamidade pública. Até o momento, foram confirmadas 22 mortes, sendo 16 em Juiz de Fora e 6 em Ubá, de acordo com a última atualização disponível.
Alerta máximo e previsões preocupantes
A previsão do tempo indica possibilidade de novas precipitações na região, o que mantém o cenário de alerta máximo para risco de novos deslizamentos. As autoridades continuam monitorando a situação de perto, reforçando a importância das medidas preventivas e dos esforços de resgate para minimizar os impactos das intempéries.
Essa mobilização exemplifica a resposta rápida e organizada das forças de segurança e defesa civil em situações de emergência, visando proteger vidas e reduzir danos em comunidades afetadas por desastres naturais.



