Grafites de suásticas e frases antissemitas foram descobertos em centros judaicos, sinagogas e residências em Nova York, nos Estados Unidos, conforme informou a polícia local nesta segunda-feira, 4 de maio. As pichações, que incluem saudações nazistas como 'Heil Hitler', foram encontradas em diversos pontos do distrito do Queens, onde se concentra grande parte da comunidade judaica da cidade.
Aumento alarmante de incidentes antissemitas
Dados recentes da polícia de Nova York revelam que os incidentes antissemitas dispararam 182% entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026. A cidade abriga a maior comunidade judaica fora de Israel, o que torna esses números ainda mais preocupantes. Julie Menin, presidente do Conselho Municipal de Nova York, afirmou que 'várias sinagogas e residências particulares no Queens foram vandalizadas durante a noite com suásticas e outras grafites antissemitas'. Ela garantiu que os grafites serão removidos assim que a investigação for concluída.
Investigação em andamento
Um porta-voz da polícia de Nova York disse à agência de notícias AFP que o padrão de vandalismo foi identificado em 'vários lugares' e que uma investigação está em andamento. Até o momento, ninguém foi preso. As autoridades estão analisando imagens de câmeras de segurança e buscando testemunhas para identificar os responsáveis.
Reação do prefeito
O prefeito socialista Zohran Mamdani, que é muçulmano, prometeu 'permanecer firme ao lado de nossos vizinhos judeus para erradicar o flagelo do antissemitismo de nossa cidade'. Mamdani, que já se referiu a Israel como um 'regime de apartheid' e acusou o país de 'genocídio' em Gaza, recebeu apoio de um terço dos eleitores judeus, segundo pesquisa da CNN. A guerra em Gaza já matou mais de 70 mil palestinos desde 7 de outubro de 2023.
Contexto de tensão
Episódios anteriores de pichações antissemitas foram registrados em parques infantis, locais de culto e no metrô de Nova York. O aumento do antissemitismo não é um fenômeno isolado, mas reflete uma tendência global de crescimento do ódio contra judeus. As autoridades locais reforçaram a segurança em torno de instituições judaicas e pedem que a população denuncie qualquer ato suspeito.



