Conflito no Oriente Médio eleva petróleo a US$ 100 e derruba bolsas globais
A escalada do conflito no Oriente Médio, que já está na quarta semana, voltou a impactar os mercados globais de forma significativa. O preço do barril de petróleo retornou à marca de US$ 100, enquanto as bolsas de valores registraram quedas acentuadas, refletindo a tensão crescente na região.
Rejeição iraniana intensifica tensões
O Irã rejeitou uma proposta de paz de 15 pontos enviada pelos Estados Unidos, através do Paquistão, que abordava questões como o programa nuclear e o arsenal de mísseis. Essa decisão intensificou as hostilidades, com o Exército de Israel matando um comandante da Marinha iraniano, acusado de ser responsável pelo fechamento do Estreito de Ormuz, uma rota crítica para o transporte de petróleo.
A Casa Branca prometeu uma resposta mais forte contra o Irã, afirmando que o país deve aceitar uma derrota militar, embora mantenha conversas diplomáticas. Além disso, os EUA planejam enviar 2.000 soldados para a região, não descartando uma incursão terrestre.
Impactos econômicos globais
O prolongamento da guerra tem gerado efeitos negativos na economia mundial. Um relatório da OCDE apontou que o conflito afeta o crescimento global e aumenta a inflação, devido à alta dos preços da energia e aos riscos no Estreito de Ormuz. Países como o Chile aumentaram o preço dos combustíveis em mais de 50%, enquanto a Eslovênia anunciou medidas de racionamento para driblar a crise de abastecimento.
No Brasil, o IPCA-15 de março subiu acima do esperado pelo mercado, com o grupo de alimentação e bebidas sendo o principal motor do aumento, seguido por despesas pessoais. O Banco Central manteve a projeção do PIB de 2026 em 1,6%, o que, se confirmado, seria o menor resultado em seis anos.
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Esses desenvolvimentos destacam como os conflitos internacionais podem ter repercussões profundas, não apenas na política e segurança, mas também na economia e no cotidiano das pessoas ao redor do mundo.



